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domingo, 28 de dezembro de 2008

Misterios Noturnos




Você esta dormindo. Possivelmente tendo um pesadelo ou sonho muito estranho. Algo te persegue ou você esta angustiada (o). De repente acorda, mas percebe que o sonho parece não ter ido embora, você ainda sente a presença do perseguidor perto de você, e a sensação ruim continua presente. E pior, você não consegue se mover, nem um músculo, um pouco os olhos, mas tem medo de olhar para os lados, pois a presença esta próxima, uma forma humanóide, negra como uma sombra, opressiva, que parece fazer uma pressão insuportável sobre você, como se estivesse te agarrando por trás, os braços escuros, fortes, esmagadores, a pressão é tanta que parece que você vai sufocar, sente com um arrepio quando percebe que não consegue respirar...O coração aos pulos, você só pede praquilo ir embora logo e..... Enfim, desperta.




Não, isso não é um trecho que um livro de terror. É real, acontece comigo, minha mãe, e com muitos desafortunados noturnos e pode acontecer com você também. Isso se chama Paralisia no Sono, vulgarmente (e miticamente) chamado por supersticiosos como “Ataque de Incubo”. Não é freqüente, na verdade, parece que quando acontece, é tão ruim, que você tem a sensação que um já foi suficiente pra toda a vida. Esses ataques costumam acontecer duas ou três vezes durante a vida de uma pessoa mesmo. Mas há aqueles mais propensos a perturbações noturnas e eu devo ser uma delas, pois já tive umas 3 ou 4 experiências de paralisia no sono nos meus 21 aninhos.


A paralisia no sono ainda é um ramo novo no estudo sobre o sono e não há nada muito certo sobre como acontece esse fenômeno tão assustador. Na crendice popular, que vem desde a Idade Média, incubos são demônios masculinos que perturbam mulheres de noite a fim de ter relações sexuais com elas, como na Idade Média o sexo ainda era tabu (ainda mais fora do casamento ou antes dele) ai tudo era culpa do incubo que agarrou ou violou fulana durante o sono, aham. Mas falando sério, se é um ser mitico ou apenas a figuração de um estagio desconhecido de perturbação no sono, não deixa de ser assustador o que ele faz. Segundo um livrinho ótimo sobre sonhos (Fique por dentro dos Sonhos, meu livro de cabeceira sobre o assunto) :


"O sono envolve vários niveis de consciência. Ás vezes esses estágios se sobrepõem e as pessoas podem pensar que estão despertas, quanto na verdade estão dormindo. Recentemente foi sugerido que este ESTADO DE CONFUSÃO pode ser a fonte de muitos fenômenos paranormais, como ver fantasmas ou extra terrestres ao pé da cama. O incubo é um desses fenômenos que podem estar associados a perturbações no sono.

Sobre paralisia no sono:

Pesquisas conteporaneas reconhecem hoje que algumas experiências de sono paranormal são, na verdade, um estado psicológico conhecido como paralisia do sono. Um aspecto normal do sono REM (estagio do sono em que sonhamos) é que o corpo fica imobilizado, para que a pessoa não possa agir nos sonhos. Durante a paralisia do sono, o corpo está paralisado e o cérebro, produzindo imagens de sonhos. As pessoas vêem, ouvem e sentem coisas, mas não conseguem se mover, e sentem-se despertas. Umas sensação de terror com freqüência acompanha esse estado. A paralisia geralmente passa depois de alguns minutos ou segundos.

Ouvi pela primeira vez sobre um acontecimento desse pela minha mãe. Na casa em que moramos hoje, o quarto dela é o mais estranho, talvez o ambiente não influencie, mas sinceramente não gosto de dormir lá (quando tenho que fazer isso). Uma vez quando era moleca ela me relatou a estranha sensação que teve sobre uma ‘coisa’ indefinida que pulava em sua cama de noite, num estagio de sono em que ela não sabia bem se estava desperta ou dormindo. Essa coisa ‘negra’ como uma sombra, e que parecia vezes uma criança, vezes um homem, ainda fazia pressão sobre o seu abdomem, como se fossem braços apertados querendo esmaga-la. Ao despertar, ou sentir que aquilo tinha ido embora não conseguia mais dormir. Fiquei mesmo assustada, achando que o quarto dela estava assombrado. Na época passávamos por situações difíceis e estressantes, então talvez também influenciasse pro clima naquele lugar ficar ruim. E influencia. Para se ter um bom sono, é muito importante não estar sob estrees, efeito de remédios, álcool, ou ter um sono irregular, ou dormir de barriga pra cima. É sério, esses fatores podem influenciar muito, não só em pesadelos, como na insônia e em perturbações mais ostensivas, como a paralisia.

Não lembro quando foi a primeira vez que experimentei a minha, mas foi assustador, achei que fosse morrer, ao despertar e sentir que algo não estava certo, ao meu redor o sonho ainda parecia estar ali e não consegui me mexer. O interruptor estava a poucos centímetros da cama, mas era impossível movimentar minha mão até ele e isso me desesperava, pois sentia uma presença (essa presença ‘negra’, como uma sombra) próxima a mim (bem nas minhas costas), e seus braços fortes e invisíveis me agarrando, me sufocando, parecia que o ar estava fugindo dos meus pulmões e fiquei com medo de ser esmagada. Ai para. Dura pouco mais de um minuto, até menos. A primeira coisa que você sente é que a pressão foi embora, e você consegue respirar de novo. Depois procura imediatamente o interruptor e acende a luz. É difícil ter coragem de olhar para os lados, apesar da luz acessa, parece que há algo ali ainda....E o sono não vem mais, pois a ultima coisa que você quer é dormir e acontecer de novo....

Da segunda vez que tive foi no temido quarto da minha mãe. Não é raro eu dormir lá e não ter pesadelos. Mas um deles foi despertado com paralisia, e eu estava sozinha naquela cama imensa...E o mais engraçado, a presença começou amigável, no sonho era um tipo de amigo misterioso...senti a coisa ‘negra’ próxima, deitada do meu lado. Sabe quando você já recebeu ajuda, agradece e...tchau. Mas a pessoa insiste? Parece que quer mais de você, não quer apenas um agradecimento, quer algo maior....Foi essa a sensação que tinha, não lembro se no sonho a situação era essa, mas senti que ao despertar estava agradecida a essa pessoa, mas não precisava mais dela, só que ela não me deixava. Ai a sensação amigável foi mudando, primeiro eu despertei tranqüila, achando que a pessoa ia embora, ai ao perceber que eu não lhe dera a atenção devida, ela  se sentiu traida e foi ficando mais hostil, senti se aproximar, e ficar....apertado, senti os braços invisíveis me agarrando, me apertando, como se me culpasse por eu ter sido tão “ingrata”. Eu até gemi apavorada, esperando que minha mãe escutasse da cozinha, onde ela estava, pois parecia tão real, que era como se essa pessoa realmente estivesse ali e não fosse um sonho. Foi um abraço esmagador, eu quase sufoquei, por mais descrente que eu seja em relação a fé, dessa vez devo admitir que rezei, não sei o que, mas rezei pra essa coisa sair de mim. Ai parou, como sempre. Foi tão assustador, que não tive forças pra levantar e acender a luz de imediato...Se eu contasse esses fenômenos pras minhas amigas religiosas, acho que elas iam botar a culpa nos meus gostos (bruxas, livros e filmes de terror, etc....), rsrs, mas talvez seja projeções fortes do cérebro, pois tenho uma mente muito fértil. Mas não posso dizer que seja só isso. Talvez...


Uma outra vez que aconteceu eu dormia num quartinho atrás da garagem, era um tipo de cafofo que eu tinha (mas já fui despejada dele, sniff...), com uma tv, sofá, mesinha...levei até o pc pra lá, era muito gostoso. No final do semestre passado da faculdade passei a dormir lá pra já pegar no tranco dos estudos logo cedo sem perturbações. Mas um acontecimento pos fim as minhas sonecas no sofá daquele cômodo. A presença ‘negra’ foi até la me encher o saco também. E pior. Saiu de um pesadelo em que eu estava sendo perseguida por algo (as coisas ruins que te perseguem em sonhos são sempre figuras negras, indefinidas, você só sabe que são más), acordei com aquela sensação de angustia que você sente quando esta fugindo de algo, mas que ainda continuava, como se o sonho saísse para a realidade. Mas eu não conseguia me mover de novo e estava longe de qualquer ajuda. E a presença negra estava ali com seus braços invisíveis, mas como disse, dessa vez foi pior em tudo. Eu senti os braços, mas senti que eram apenas OS BRAÇOS, não havia corpo, era como se eles tivessem saído de uma outra dimensão e estivessem me agarrando pra eu voltar com eles de onde quer que eles tivessem vindo, me seguravam pelo abdomem e eu senti os dedos subindo do meu busto para a minha garganta, apertando, me sufocando. Mas eu não me permiti apavorar. Pois é isso que se alimenta o medo, ou essa coisa negra. Aprendi com esses ataques que se você simplesmente relaxar isso vai embora. Não demonstre medo ou pânico, apenas relaxe sabendo que vai parar dali há alguns segundos, por mais difícil e assustador que seja. E para mesmo.

Na verdade a idéia de escrever sobre esse assunto veio quando, algumas semanas atrás minha mãe me relatou mais um caso de paralisia do sono, em que ela sentiu a 'presença negra' de novo, engraçado, porque eu sempre usei esse termo, mas nunca disse para ela, e foi exatamente o que ela usou, a coisa 'negra como uma sombra'. Disse que as vezes em que se parecia com uma presença infantil, ela pulava na sua cama, como se fosse um trampolim, e ela sentia nitidamente o colchão se movendo pra cima e para baixo, como se fosse real. Novamente momentos de estress grande e sono perturbado. Tentem lhe dar aquelas explicações cientificas, mas ela (como boa baiana surpersticiosa) conseguiu me fazer voltar para as velhas histórias de incubo. É mesmo estranho...E enquanto procurava mais informação sobre o assunto, descobri, com um pouco de surpresa, que em várias partes do mundo a definição para a paralisia no sono é sempre muito semelhante: a de peso sobre o corpo (tirei da Wiki alguns exemplos):

Na cultura Hmong (China), paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Freqüentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
Outra definição chinesa para paralisia do sono é conhecida como "鬼压身" (
pinyin: guǐ yā shēn) ou "鬼压床" (pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari (
金縛り, que significa literalmente "atado ao metal".
Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída à um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".


De tudo o que pode ser explicado cientificamente, essa parte do peso é a que não acho explicação e que provalmente leva o mérito mitico para episódio noturno assustador.





“O sol se põe. Eu sinto a luz me trair.” – Papercut Linkin Park

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Mais pesadelos


Nossa, mais um pesadelo na noite de hoje, e que não começou tão ruim...o problema nem é ter o pesadelo, mas a sensação que ele te deixa, principalmente no estágio de despertar, que normalmente é tão abrupto que te faz pensar que ainda estar sonhando com aquelas coisas horríveis...

Não me lembro direito dele, mas a idéia principal era a de que eu devia 'cometer suicídio' por uma boa causa (ave...será que virei fanática no sonho? rs), mas não era para machucar ninguém, a não ser a mim. Estava em um lugar muito bonito e agradável (hmmm, seria as arábias? ou as próprias portas do paraíso, rs), cheio de cortinas claras e esvoaçantes, de um tecido leve, talvez seda...eu precisava beber um veneno que no sonho chamava-se 'arsênico' (um elemento quimico que pode tanto ser tóxico ou não, depende, mas no sonho se eu bebesse ele puro iria morrer), a pessoa que dizia que eu devia fazer isso (era uma voz quem me ordenava aquilo, não sei se de homem ou mulher, mas era tão profunda e calma que eu a obedecia gentilmente) falava os efeitos passo a passo (macabro se contado posteriormente, mas na hora parecia mais uma receita de bolo de tão simples), que no início eu não sentiria nada, pois o veneno não tinha gosto, e depois começaria a sentir um leve sono, quase como se fosse uma anestesia.....em seguida viria o verdadeiro efeito do arsênico, que era uma queimação interna e sufocamento, mas ai novamente eu iria sentir sono, muito sono e não sentiria os efeitos brutais do veneno que enfim me mataria, aquele seria o meu último sono... A explicação passou por mim de maneira ligeira, quase como se não pudesse sentir o peso daquelas coisas, como se fossem distantes....Fui até uma cama enorme de casal, com uma colcha de um branco ofuscante, e tão fofa....meu jazido final (brrrr....), com aquela cara apalermada de quem esta reziginada a fazer algo sem perguntar o porque, quase dopada pela voz. Sentei na cama e bebi o arsênico, me deitando em seguida, sentindo inicialmente o sono que a voz tinha dito que sentiria. Fiquei de certa forma feliz, afinal, não era tão ruim assim, parecia como nos sonos normais, era até bem mais agradavel, achei que tudo o que falavam sobre 'morrer' fosse besteira, não doia nada.......até que....começou o segundo estágio, aquele propriamente dito do efeito do veneno, começou com uma sensação de calor, e depois essa queimação foi invadindo o corpo todo, como se fosse me queimar mesmo, e embora tentasse relaxar e dizer pra mim mesma que agora não havia mais nada a fazer, que tinha sido minha escolha e que a aceitasse com tranquilidade, no fundo começou a bater um desespero, pois com aquele fogo foi vindo a sensação de sufocamento da qual tenho pavor....e ainda como a voz tinha dito, junto com isso viria o segundo estágio de sono, aquele do qual não iria mais acordar e foi ai que me desesperei mesmo, pois só no segundo final percebi a merda que fizera e de como realmente NÃO queria morrer........E acordei suando e com dificuldade de respirar, ainda achando que estava caindo no sono da morte, ai! É a segunda noite em que acordo com uma sensação tão vivida vinda de um pesadelo. Acho que nunca pude me sentir tão perto desse 'limiar final' como nesse pesadelo macabro.....

Apocalipse


Foi um sonho que tive ontem (15/09) e que só está se desvanecendo agora de tão ruim. Foi uma coisa que, ao contar para uma amiga, foi chamado de 'criativo', mas eu digo que foi mesmo é aterrorizante, mesmo que muito pirado. Acho que ando impressionada com coisas que vejo na tv, isso é um perigo para minhas noites de sono........


"Haviam muitos cientistas de países ricos desenvolvendo um metodo para descobrir coisas que só acontecem fora da Terra (como essa maquina que pode recriar o Big Bang), mas algo deu errado e criou-se na verdade um tipo de força diferente de tudo o que já se imaginou dentro ou fora daqui. Ela se concentrou no oceano, inicialmente como um tipo de bola de energia que ficava sobre as aguas, mas depois ela foi atraida para fora da atmosfera da Terra. Eles chamavam essa bola de 'Super Nova' (um nome de um corpo celeste mesmo, mas não era o que realmente é, ou seja, um tipo de estagio entre a morte de uma estrela e o inicio de um buraco negro) era quase um buraco negro, mas ao inves de sugar, ele iria explodir e evaporar tudo ao redor. Eu era uma das unicas pessoas que sabia disso e ao mesmo tempo uma 'terceira pessoa' no sonho, eu podia ver muito além dentro dele, no caso, acompanhei o trajeto da Super Nova até fora da Terra e muito além, até nosso planeta parecer uma bolinha de futebol...era tão estranho, o sonho pode parecer a maior maluquice, mas a sensação foi tão esquisita, me senti verdadeiramente pequena ao ter aquela visão do nosso planeta, como se não fossemos (e digo não só cada pessoa habitando aqui, mas cidades, países inteiros, continentes, enfim, tudo o que conhecemos e achamos tão grande) nada , todas as disputas de poder e dinheiro perdiam a importancia, pois tudo aquilo poderia se acabar em questão de segundos, sem que o mais importante homem do planeta pudesse fazer nada a não ser mijar nas calças de medo...E eu também estava, apavorada...de repente eu me senti sem esperança nenhuma, insignificante, pensando nas pessoas que amo e nas que nem conheço, sumindo simplesmente....Ai recebemos a noticia de que aquela bola ia disperssar energia suficiente para destruir todo o Sistema Solar, poderem, como a Terra era um planeta 'diferente', ele poderia se salvar, mas não era certeza, então tinhamos que nos segurar, pois seria a qualquer momento, nós poderiamos sentir um grande impacto e talvez houvessem terriveis terremotos por todo o planeta, mas ainda assim ele poderia se salvar...

O finalzinho do sonho foi com essa terrivel expectativa de que 'a qualquer momento' aquela explosão poderia acontecer e não sabiamos o nosso destino, mas eu só queria ficar perto das pessoas de quem gostava para suportar isso......


E acordei sem folego, nauseada, com uma sensação tão, mais tão ruim, que até agora, mais de um dia depois, ainda sinto algum vestigio daquele terror que me acometeu, daquela imensa sensação de desesperança, de insignificancia diante de uma coisa tão devastadora e implacavel...Por alguns minutos quase chorei, achando que nada mais tinha importancia (mesmo que eu soubesse que tinha sido só um pesadelo muito ruim) e temi (ou melhor, morri de medo) de voltar a dormir e ter uma continuação nefasta daquilo (como normalmente acontece comigo), demorei muito para me acalmar e voltar a dormir (e sonhar com coisas não tão ruins ou arrebatadoras.......)

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Uma outra Face



Escrever sobre os meus sonhos (do inconsciente, aqueles que temos normalmente de noite) é uma das coisas que mais gosto, pois nossa consciencia adomercida é um terreno fértil para nos mostrar coisas que não vemos quando despertos, ou para acentuar o quanto estamos felizes ou apreencivos com algo. Ninguém sabe exatamente do que é feito o sonho, uma colcha de retalhos, um mosaico de momentos e sensações vividas na vida desperta, mas eles acabam falando muito do que deixamos recolhido dentro de nós.

O que vou contar agora é da sensação que tinha dentro de mim de como algumas pessoas podem ser se pudessemos vê-las por dentro...



29 de Setembro de 2002 - domingo (idade:16 anos)


"Voltava da aula à noite, vestida com uma roupa diferente e que me marcou muito no sonho, um tipo de camiseta da escola e uma outra por cima, preta, com as mangas e a gola cortadas ou rasgadas, era um tipo de roupa bem 'da hora', que fazia com que eu me sentisse diferente. Um pouco por causa disso (tipico dos sonhos materializar um sentimento ou sensação em alguma coisa) me senti mais confiante e descontraida.

Na frente de uma casa já na minha rua tinha uns caras sentados, bem bonitinhos, do tipo que eu faria um caminho diferente só para não cruzar com eles, de vergonha, pois são os tipos que mexem com meninas quietas como eu. Mas no sonho eles assoviaram querendo chamar minha atenção, fiquei corada, e mesmo me sentindo mais confiante, hesitei em olhar para eles, mesmo percebendo que não era de zuação, só dei um risinho sem jeito notando que um deles também sorria timidamente para mim. Fui para minha casa, entrei ainda distraida pela cena com os meninos e quando cheguei na sala...esbarrei com uma garota bem galinha da minha turma do 1° colegial (que infelizmente tinha o mesmo nome que eu), sentada folgadona no sofá da sala. Me espantei...ela ficou me olhando e com um sorrisinho cínico no canto dos lábios me cumprimentou com um "Oi". Não me dei ao trabalho de responder, só perguntei prontamente:

- O que você tá fazendo aqui?!

- Seu irmão me convidou pra vir aqui.

- Meu irmão... - murmurei pensativa. Ela fez sinal de que era aquilo mesmo, mas mesmo assim estranhei, fazendo uma cara de "meu irmão se envolvendo com esse tipinho de garota, fala sério..." e fui indo para o meu quarto, mas na entrada no corredor para os quartos ela entrou em minha frente, me perguntando:

- Você é irmã dele mesmo? Nem parece...

Olhei para ela e vendo aquela figurinha patética, simplesmente tirei-a do meu caminho, empurrando-a e falei no corredo sem olhar para trás

- Vai te catar!


Enquanto estava no meu quarto, esqueci aquela garota. Tirei a bolsa que usava transversalmente e fiquei me olhando no espelho, vendo a roupa que vestia, me sentindo muito bem mesmo de estar vestindo algo tão descolado...

Parecia que iria para São Paulo aquela noite e só tinha voltado para pegar minha mochila. Quando voltei à sala aquela 'coisa' ainda estava lá, porém a sala estava na maior escuridão. Vi que a mãe de uma amiga minha sentava-se em um dos sofás que fica ao lado do telefone, usando ele para ligar para a filha, avisando que já estava voltando (e não sei o que ela fazia em minha casa) e aquela putinha que também estava de saída disse dissimuladamente:

- Bom gente, deixa eu ir indo...

Como se nós estivessemos felizes por ela estar ali ou à vontade com sua presença. Ela foi em direção à mãe dessa minha amiga e lhe deu um beijo no rosto, deixando depois sua face para ser beijada também, esperando que a mulher retribuisse o gesto de despedida. A senhora ficou bem desconcertada com a atitude da menina (e sinceramente eu também) como se estivesse se perguntando "O que essa...menina quer de mim?" e a outra lá, esperando. Não vendo outra alternativa, a mãe da minha amiga acabou beijando essa galinha, só para que ela fosse embora logo e bem nessa hora um caminhão passou na rua, com os faróis altos, iluminando boa parta da sala e comm isto o rosto daquela nojenta e o que aconteceu em seguida foi esquisito e um pouco assustador...a luz que passou não iluminou seu rostinho 'bonitinho' e sim a face de uma velha horrível, de aspecto rabugento e mesquinho (deu pra ver tudo isso e muito mais, sua feiura interna era mesmo feia), na hora saquei que a luminosidade revelou o que ela relamente é por dentro, uma parte que infelizmente quase ninguém percebe ou quer ver (principalmente os idiotas dos garotos), quando a luz se foi o rosto dela voltou ao normal. Ela foi embora e também sai, para encontrar um carro a minha espera para que fossemos logo para SP..."

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