Nas páginas dos livros


Verônica S. Freitas nascida em Guaratinguetá, no interior paulista, escreve desde os 12 anos, embora seu prazer pela leitura tenha começado cedo, com uma infância cercada pelas histórias em quadrinhos. Por causa dos gibis, desde pequena gosta também de desenhos e pinturas. É apreciadora de artes, rock e música clássica. Além do bom e velho terror.

A escolha pelo terror ela julga como nata, uma vez que ninguém a influenciou a gostar do gênero e sofria até reprimendas por não apreciar o convencional. Ela não ligava, nunca deixou de gostar por causa disso.

Escreveu durante toda sua adolescência,  enredos normalmente voltados a questões que sofreu na escola, permeados pelo fantástico. Sua primeira influência literária genuinamente sobrenatural que a fez se direcionar para um tema especifico na literatura foi o anti-herói dos quadrinhos, Spawn, O Soldado do Inferno. Questões como céu e inferno, anjos e demônios e a luta moral da humanidade entre bem e mal dissolvidos numa guerra de poder, pelos olhos de uma criatura renascida das trevas, que teve a alma barganhada por demônios e seus ideais traídos. Foi o mote para suas principais criações desde então.

Começou a divulgar através de seu blog, Brisa Noturna, criado em 2008, e também no site literário da UOL, Recanto das Letras, sob o pseudônimo de Beronique, variação grega de seu nome. Na sua maioria resenhas, fragmentos de suas criações e crônicas. Sempre teve dificuldade com textos pequenos. Parafraseando um dos escritores que mais leu durante a adolescência, o aclamado mestre contemporâneo do terror Stephen King, talvez tenha elefantíase literária e não consiga parar de escrever o que começou, rs.


Se lançou em 2010 através de uma antologia de contos fantásticos de romance indicada por uma amiga também escritora, Celly Monteiro, organizada por Jossi Borges e Rebis Kramrisch, chamada "Beijos & Sangue". Foi também a primeira vez que lançava-se no desafio de escrever histórias curtas. Além de ter sido a oportunidade de usar personagens que a muito criara e que carregavam a cerne do gênero ao qual sempre foi afeiçoada. Anjos e demônios, mundos sombrios e criaturas míticas entre os humanos. Foram esses os temas dos dois contos que publicou na antologia: O Adeus e Um Encontro Inusitado. O primeiro com os dois primeiros personagens que criou, ainda nos primeiros anos da adolescência, num embate entre arrependimentos e amor. O segundo com o local  onde se passava a maior parte dessas histórias da adolescência.

Em 2011 foi a vez de experimentar a ansiosidade pelo resultado de uma seleção de contos. A Antologia era Cursed City - Onde as almas não tem valor, lançada pela Editora Estronho. Não só a primeira seleção dela, mas a primeira também da editora. Achou inicialmente que não conseguiria escrever sobre um gênero tão  adverso ao seu gosto, mas na época engajara-se num desafio de contos entre blogs com amigas, de  modo que com isso aprendeu a se desafiar também a escrever algo fora do que estava acostumada. Foi assim que envolveu-se no old western da cidade mal assombrada da antologia e foi uma das 20 selecionadas para fazer parte dos procurados de Cursed City com o conto Deixe-me entrar



Mais uma vez se desafiando a gêneros novos, aproveitando a oportunidade de poder misturá-los ao fantástico (principalmente o terror), se engajou também em 2011 a criação de um conto do gênero steampunk para a antologia Steampink, também da Editora Estronho. A editora queria dar espaço para autoras poderem escrever sobre a temática retrofuturista, normalmente atribuída a escrita masculina no Brasil. Diferente do velho-oeste de Cursed City, da qual tinha referencias anteriores dos quadrinhos, como A História do Oeste e filmes de bang-bang, com o steampunk teve que começar do zero, descobrindo o que era o gênero enquanto rascunhava os parágrafos do conto. Assim, conheceu bandas especializadas em stempunk, como Abney Park e a cantora Emilie Autumn  (pois não  consegue escrever sem ter uma trilha sonora) e filmes e literatura.


O conto As Irmãs Taylor se passa numa São Paulo de antes da construção da Estação da Luz, onde a protagonista britânica idealizava seu projeto para o que seria o primeiro metrô já inventado, enquanto se debate com a doença demoníaca contraída pela ambiciosa irmã em terras britânicas. 

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2012 - Crônicas da Fantasia (Editora Literata)



Crônica: Mestiça



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2012 - VII Demônios "Gula" (Editora Estronho)



Conto: A Filha do Mal






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2012 - Prêmio Henry Evaristo de Literatura Fantastica (Site A Irmandade)



Conto: O Passado Volta



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2012 - SOS A Maldição do Titanic (Editora Literata)



Conto: Uma Troca Oportuna



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2013 - VII Demônios "Luxuria" (Editora Estronho)



Conto: A Senhora da Luxuria


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2013 - Quando o Saci encontra os mestres do Terror (Editora Estronho)



Conto: O Homem sem mãos




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2013 - Erotica Steampunk (Editora Ornitorrinco)



Conto: Ero X


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2014 - Mundos 2 (Editora Buriti)


Conto: Os Anjos da Torre Sul


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2015 - Virus Z (Editora Crescente)


Conto: Maldita Busca


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2016 - Midore Me No Samurai (Selo Independente)


Noveleta japonesa: O Samurai de olhos verdes


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