domingo, 28 de dezembro de 2008

Os fantasmas nos espelhos


“Há um conto sobre o fantasma que assombra este hotel sombrio, perdido para sempre, incapaz de encontrar a saída. Noite após noite, ele experimenta cada porta no corredor sem fim, mas nenhuma se abre para ele.

Assisti dois filmes e encontrei uma resenha que fizera de um jogo oriental essa semana. Todos me remeteram novamente ao assunto ‘lendas urbanas’ e o modo como elas podem ser fascinantes e assustadoras.
O primeiro foi o recente Mirrors (Espelhos do Medo), refilmagem de um filme coreano e o segundo o também recente O Orfanato (El Orfanato). Os dois me fizeram lembrar também duas edições da revista em quadrinhos Spawn, que costumava colecionar (antes do preço ir pras alturas e a qualidade lá pra baixo), o primeiro numa pequena série de edições chamada “A Ponte” (# 114/115), ambientada no Japão, contando sobre uma lenda oriental antiga que se entrelaçava com uma lenda urbana atual, sobre um hotel assombrado. O Segundo com outra série chamada “Sete fantasmas e meio” (#130/131), sobre uma casa que abrigava fantasmas de várias épocas, e um que ainda não tinha atravessado o limitar total da morte, mas também não estava vivo. Lendas urbanas me fascinam pois são aquelas coisas contadas que você diz “Meu, eu não acredito nisso, é só história!”, mas no fundo você sente um arrepio e de verdade, prefere não entrar naquela casa estranha e abandonada ou fazer uma brincadeira que possa supostamente culminar numa coisa ruim, mesmo que diga que não acredita em nada disso. Esse sentimento de precaução, de medo contido é o que faz as lendas ganharem força e irem passando de um para o outro pelos tempos.


Vou falar primeiro do Mirrors, que me lembra muito isso. Não apenas pelo decorrer da historias, mas principalmente pelo seu final, clássico para lendas urbanas. E que se parece com o A Ponte, em que o protagonista, tentando confrontar o seu medo e solucionar as coisas, acaba perdido, como um fantasma, para sempre aprisionado dentro do espelho, ou do corredor sem fim, cujas portas não se abrem. Lembro que quando vi só um pedacinho do começo do filme (que conta com o ator consagrado por seu Jack Bauer, 24 horas, na verdade, ai ele parece uma versão aposentada do Bauer, rsrs), não achei grandes coisas, parecia um daqueles de terror sobrenatural, com mortes seqüenciais e violentas. Mas foi um engano passageiro. Depois que vi o resto achei a história muito interessante, com cenas fortes, e um ambiente promissor para contos de fantasmas (claro que o oriental deve ser muito melhor, como sempre, mas como ainda não o vi), me lembrando em alguns aspectos o meu favorito Silent Hill. E em alguns também me lembravam as perseguições de 24 horas, digamos que uma versão ‘supernatural’ rsrsrsrs, e até cheguei a pensar com graça, perto do final, em que o protagonista sai do prédio assombrado com aqueles ferimentos manjados que “O cara é o Jack Bauer, ele sobrevive até a bomba atômica, claro que ele ia resolver tudo e se safar no final”, mas ai eu comecei a perceber que ninguém dava bola pra ele, mas continuei pensando “Putz, o cara é tão fodão que nem precisa da ajuda de ninguém, sai na raça de um confronto com um demônio furioso!”, mas ai ele também percebeu que ninguém tava dando bola pra ele. E começa a reparar que ninguém enxergava ele e que tudo o que ele via era ao contrário....como se estivesse num espelho. E desesperado ele vaga pela cidade, percebendo que se tornou uma mera sombra no mundo invertido que existe do outro lado do espelho....Bem, sorry Kiefer Sutherland, mas num conto de fantasmas cujo tema são lendas urbanas, o final normalmente não é bom pra quem protagoniza, e essa não foi sua vez se dar bem.


“Os fantasmas estão sempre famintos” R. D. Jameson



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Misterios Noturnos




Você esta dormindo. Possivelmente tendo um pesadelo ou sonho muito estranho. Algo te persegue ou você esta angustiada (o). De repente acorda, mas percebe que o sonho parece não ter ido embora, você ainda sente a presença do perseguidor perto de você, e a sensação ruim continua presente. E pior, você não consegue se mover, nem um músculo, um pouco os olhos, mas tem medo de olhar para os lados, pois a presença esta próxima, uma forma humanóide, negra como uma sombra, opressiva, que parece fazer uma pressão insuportável sobre você, como se estivesse te agarrando por trás, os braços escuros, fortes, esmagadores, a pressão é tanta que parece que você vai sufocar, sente com um arrepio quando percebe que não consegue respirar...O coração aos pulos, você só pede praquilo ir embora logo e..... Enfim, desperta.




Não, isso não é um trecho que um livro de terror. É real, acontece comigo, minha mãe, e com muitos desafortunados noturnos e pode acontecer com você também. Isso se chama Paralisia no Sono, vulgarmente (e miticamente) chamado por supersticiosos como “Ataque de Incubo”. Não é freqüente, na verdade, parece que quando acontece, é tão ruim, que você tem a sensação que um já foi suficiente pra toda a vida. Esses ataques costumam acontecer duas ou três vezes durante a vida de uma pessoa mesmo. Mas há aqueles mais propensos a perturbações noturnas e eu devo ser uma delas, pois já tive umas 3 ou 4 experiências de paralisia no sono nos meus 21 aninhos.


A paralisia no sono ainda é um ramo novo no estudo sobre o sono e não há nada muito certo sobre como acontece esse fenômeno tão assustador. Na crendice popular, que vem desde a Idade Média, incubos são demônios masculinos que perturbam mulheres de noite a fim de ter relações sexuais com elas, como na Idade Média o sexo ainda era tabu (ainda mais fora do casamento ou antes dele) ai tudo era culpa do incubo que agarrou ou violou fulana durante o sono, aham. Mas falando sério, se é um ser mitico ou apenas a figuração de um estagio desconhecido de perturbação no sono, não deixa de ser assustador o que ele faz. Segundo um livrinho ótimo sobre sonhos (Fique por dentro dos Sonhos, meu livro de cabeceira sobre o assunto) :


"O sono envolve vários niveis de consciência. Ás vezes esses estágios se sobrepõem e as pessoas podem pensar que estão despertas, quanto na verdade estão dormindo. Recentemente foi sugerido que este ESTADO DE CONFUSÃO pode ser a fonte de muitos fenômenos paranormais, como ver fantasmas ou extra terrestres ao pé da cama. O incubo é um desses fenômenos que podem estar associados a perturbações no sono.

Sobre paralisia no sono:

Pesquisas conteporaneas reconhecem hoje que algumas experiências de sono paranormal são, na verdade, um estado psicológico conhecido como paralisia do sono. Um aspecto normal do sono REM (estagio do sono em que sonhamos) é que o corpo fica imobilizado, para que a pessoa não possa agir nos sonhos. Durante a paralisia do sono, o corpo está paralisado e o cérebro, produzindo imagens de sonhos. As pessoas vêem, ouvem e sentem coisas, mas não conseguem se mover, e sentem-se despertas. Umas sensação de terror com freqüência acompanha esse estado. A paralisia geralmente passa depois de alguns minutos ou segundos.

Ouvi pela primeira vez sobre um acontecimento desse pela minha mãe. Na casa em que moramos hoje, o quarto dela é o mais estranho, talvez o ambiente não influencie, mas sinceramente não gosto de dormir lá (quando tenho que fazer isso). Uma vez quando era moleca ela me relatou a estranha sensação que teve sobre uma ‘coisa’ indefinida que pulava em sua cama de noite, num estagio de sono em que ela não sabia bem se estava desperta ou dormindo. Essa coisa ‘negra’ como uma sombra, e que parecia vezes uma criança, vezes um homem, ainda fazia pressão sobre o seu abdomem, como se fossem braços apertados querendo esmaga-la. Ao despertar, ou sentir que aquilo tinha ido embora não conseguia mais dormir. Fiquei mesmo assustada, achando que o quarto dela estava assombrado. Na época passávamos por situações difíceis e estressantes, então talvez também influenciasse pro clima naquele lugar ficar ruim. E influencia. Para se ter um bom sono, é muito importante não estar sob estrees, efeito de remédios, álcool, ou ter um sono irregular, ou dormir de barriga pra cima. É sério, esses fatores podem influenciar muito, não só em pesadelos, como na insônia e em perturbações mais ostensivas, como a paralisia.

Não lembro quando foi a primeira vez que experimentei a minha, mas foi assustador, achei que fosse morrer, ao despertar e sentir que algo não estava certo, ao meu redor o sonho ainda parecia estar ali e não consegui me mexer. O interruptor estava a poucos centímetros da cama, mas era impossível movimentar minha mão até ele e isso me desesperava, pois sentia uma presença (essa presença ‘negra’, como uma sombra) próxima a mim (bem nas minhas costas), e seus braços fortes e invisíveis me agarrando, me sufocando, parecia que o ar estava fugindo dos meus pulmões e fiquei com medo de ser esmagada. Ai para. Dura pouco mais de um minuto, até menos. A primeira coisa que você sente é que a pressão foi embora, e você consegue respirar de novo. Depois procura imediatamente o interruptor e acende a luz. É difícil ter coragem de olhar para os lados, apesar da luz acessa, parece que há algo ali ainda....E o sono não vem mais, pois a ultima coisa que você quer é dormir e acontecer de novo....

Da segunda vez que tive foi no temido quarto da minha mãe. Não é raro eu dormir lá e não ter pesadelos. Mas um deles foi despertado com paralisia, e eu estava sozinha naquela cama imensa...E o mais engraçado, a presença começou amigável, no sonho era um tipo de amigo misterioso...senti a coisa ‘negra’ próxima, deitada do meu lado. Sabe quando você já recebeu ajuda, agradece e...tchau. Mas a pessoa insiste? Parece que quer mais de você, não quer apenas um agradecimento, quer algo maior....Foi essa a sensação que tinha, não lembro se no sonho a situação era essa, mas senti que ao despertar estava agradecida a essa pessoa, mas não precisava mais dela, só que ela não me deixava. Ai a sensação amigável foi mudando, primeiro eu despertei tranqüila, achando que a pessoa ia embora, ai ao perceber que eu não lhe dera a atenção devida, ela  se sentiu traida e foi ficando mais hostil, senti se aproximar, e ficar....apertado, senti os braços invisíveis me agarrando, me apertando, como se me culpasse por eu ter sido tão “ingrata”. Eu até gemi apavorada, esperando que minha mãe escutasse da cozinha, onde ela estava, pois parecia tão real, que era como se essa pessoa realmente estivesse ali e não fosse um sonho. Foi um abraço esmagador, eu quase sufoquei, por mais descrente que eu seja em relação a fé, dessa vez devo admitir que rezei, não sei o que, mas rezei pra essa coisa sair de mim. Ai parou, como sempre. Foi tão assustador, que não tive forças pra levantar e acender a luz de imediato...Se eu contasse esses fenômenos pras minhas amigas religiosas, acho que elas iam botar a culpa nos meus gostos (bruxas, livros e filmes de terror, etc....), rsrs, mas talvez seja projeções fortes do cérebro, pois tenho uma mente muito fértil. Mas não posso dizer que seja só isso. Talvez...


Uma outra vez que aconteceu eu dormia num quartinho atrás da garagem, era um tipo de cafofo que eu tinha (mas já fui despejada dele, sniff...), com uma tv, sofá, mesinha...levei até o pc pra lá, era muito gostoso. No final do semestre passado da faculdade passei a dormir lá pra já pegar no tranco dos estudos logo cedo sem perturbações. Mas um acontecimento pos fim as minhas sonecas no sofá daquele cômodo. A presença ‘negra’ foi até la me encher o saco também. E pior. Saiu de um pesadelo em que eu estava sendo perseguida por algo (as coisas ruins que te perseguem em sonhos são sempre figuras negras, indefinidas, você só sabe que são más), acordei com aquela sensação de angustia que você sente quando esta fugindo de algo, mas que ainda continuava, como se o sonho saísse para a realidade. Mas eu não conseguia me mover de novo e estava longe de qualquer ajuda. E a presença negra estava ali com seus braços invisíveis, mas como disse, dessa vez foi pior em tudo. Eu senti os braços, mas senti que eram apenas OS BRAÇOS, não havia corpo, era como se eles tivessem saído de uma outra dimensão e estivessem me agarrando pra eu voltar com eles de onde quer que eles tivessem vindo, me seguravam pelo abdomem e eu senti os dedos subindo do meu busto para a minha garganta, apertando, me sufocando. Mas eu não me permiti apavorar. Pois é isso que se alimenta o medo, ou essa coisa negra. Aprendi com esses ataques que se você simplesmente relaxar isso vai embora. Não demonstre medo ou pânico, apenas relaxe sabendo que vai parar dali há alguns segundos, por mais difícil e assustador que seja. E para mesmo.

Na verdade a idéia de escrever sobre esse assunto veio quando, algumas semanas atrás minha mãe me relatou mais um caso de paralisia do sono, em que ela sentiu a 'presença negra' de novo, engraçado, porque eu sempre usei esse termo, mas nunca disse para ela, e foi exatamente o que ela usou, a coisa 'negra como uma sombra'. Disse que as vezes em que se parecia com uma presença infantil, ela pulava na sua cama, como se fosse um trampolim, e ela sentia nitidamente o colchão se movendo pra cima e para baixo, como se fosse real. Novamente momentos de estress grande e sono perturbado. Tentem lhe dar aquelas explicações cientificas, mas ela (como boa baiana surpersticiosa) conseguiu me fazer voltar para as velhas histórias de incubo. É mesmo estranho...E enquanto procurava mais informação sobre o assunto, descobri, com um pouco de surpresa, que em várias partes do mundo a definição para a paralisia no sono é sempre muito semelhante: a de peso sobre o corpo (tirei da Wiki alguns exemplos):

Na cultura Hmong (China), paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Freqüentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
Outra definição chinesa para paralisia do sono é conhecida como "鬼压身" (
pinyin: guǐ yā shēn) ou "鬼压床" (pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari (
金縛り, que significa literalmente "atado ao metal".
Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída à um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".


De tudo o que pode ser explicado cientificamente, essa parte do peso é a que não acho explicação e que provalmente leva o mérito mitico para episódio noturno assustador.





“O sol se põe. Eu sinto a luz me trair.” – Papercut Linkin Park

sábado, 20 de dezembro de 2008

born yesterday


born yesterday, upload feito originalmente por kemal yldrm.

Misteriosa e sutil

O GRITO 2




Decepcionante. Apesar da maioria das seqüências não te tornarem bons filmes, eu ainda acreditava que a seqüência da versão americana de Ju-on - O Grito 2, fosse ser melhor do que foi. Na verdade não foi. Deixou de ser em muitos aspectos.

Versões americanas de filmes orientais já me soam como falta de criatividade. Mas vá lá, até que saem algumas coisas interessantes, como os clássicos da atualidade: O Chamado e O Grito. Prefiro mais O Grito. The Grudge (Ju-on), conseguiu me cativar com Sarah Michelle Gellar (a Buffy, caçadora de vampiros), a americana vivendo no estranho mundo de Tóquio (ao invés de transportarem a historia para Nova York, por exemplo, e fazer uma cagada colossal, destruindo o idéia oriental do “rancor” pós morte, que dá nome ao filme). Existe uma seqüência oriental para Ju-on (talvez até melhor que o primeiro), mas o segundo filme americano não segue a historia deste, infelizmente. Tentaram criar uma história a parte, seguindo diretamente do final do primeiro filme. Talvez tivessem a esperança de criar uma continuação melhor que a dos japoneses, bom, ficou só na esperança mesmo, pois o filme descamba ladeira a abaixo o tempo todo.

A idéia dessa seqüência é fazer uma outra americana reviver a lenda de Kayako e da sua casa amaldiçoada, cujo fantasma persegue todos que lá entrarem. Então inventaram uma irmãzinha da Karen (Gellar), a aspirante a Jade em carinha de choro, Aubrey (Amber Tamblyn), que foi alias, a menina que morre pela maldição de Samara no começo de O Chamado. A mãe a despacha para lá a fim de resgatar sua irmã, que parece ter pirado na terra do sol nascente. Paralelo a isso temos duas outras histórias: a de um grupo de meninas de um colégio de Tóquio que resolvem ir fazer uma “brincadeira” na casa amaldiçoada do filme e de uma família em terras americanas, que se muda para um prédio, onde estranhos acontecimentos começam a perturbar a rotina da família. Essa idéia de ‘histórias intercaladas’, que parecem não ter ligação, como um enorme quebra-cabeça, que você vai montando ao longo do filme e no final tudo se encaixa também é um recurso que os orientais usam muito em seus filmes, alias, eles são bem complicados de entender justamente por isso, exigem bastante atenção de quem os assiste. No primeiro filme eles utilizaram desse recurso de maneira muito convincente, mas dessa vez...

A história perdeu muito em sustos inúteis, tão manjados que não assustavam ninguém (eu pelo menos já estava preparada para a carinha de olhos esbugalhados da Kayako saindo de algum lugar escuro com aqueles imensos cabelos negros, ou aquele moleque azulado com seu miado de gato, conta outra vai...), ficou confuso tentando usar a intercalação de historias, para
explicar uma coisa que ficou ainda mais confusa no final. A personagem americana é quase risível, ela não faz nada de útil na historia e tem uma morte ainda mais estúpida e sem sentido. As três garotas que vão “brincar” na casa utilizam de uma abordagem bastante forçadoa do ‘vamos assustar a CDF jogando ela no local mais assustador da casa’, essa cena alias, é do primeiro filme oriental, que não existe no primeiro Grudge americano, há umas mistureba dessa historia das garotas do primeiro filme, que não convence nem um pouco...A família americana só estou entendendo agora...a principal idéia dessa seqüência é que o fantasma vingador agora pode sair dos limites da casa amaldiçoada (perai, isso não lembra uma certa sequencia de um certo outro filme que os americanos adaptaram? O Chamado 2 também usava essa idéia, aiai, não é só pela personagem principal também ter sido do Ring, mas muitas coisas nesse Grito 2 me lembram O Chamado, isso seria falta de criatividade elevada ao quadrado?), a moça da brincaderia na casa agora vive naquele prédio e a maldição do fantasma foi junto com ela, que acaba meio que ‘envenenando’ todo o andar em que moram. Na verdade, é a isso que se deve a única cena mais criativa do filme (cena inicial), em que um marido que se sente traído discute com a mulher, e ainda reclama da porcaria do breakfast que ela faz. Ela em seguida, sem o menor aviso ou mudança de humor, derrama oleo quente de uma frigideira na cabeça dele, depois o acerta com ela. Foi assim também que começou o primeiro The Grudge, com o persongem de Bill Pulman se jogando sem mais nem menos da varanda de seu apartamento. Sabemos que algo não vai dar certo desde o começo, mas o final deste não poderia ser pior.

E não digo que esse filme não tinha chance de ser melhor. Ele tinha potencial pra ser muito melhor, em vários momentos esperei que finalmente a coisa deslanchasse, que acabassem os clichês, as enrolações, os manjadinhos ‘grunidos’ gutuais dos fantasmas(que me deixavam muito mais irritada do que assustada, de tão exagerados que foram dessa vez). Mas não souberam aproveitar nada. Primeiro tentaram criar uma outra historia por cima de pedaços recortados não aproveitados do primeiro Ju-on. Depois desperdiçaram partes importantes da historia que iria esclarecer (afinal, a idéia de uma continuação dessa é enfim dizer de onde vem o fantasma, porque ele odeia tanto todo mundo e blábláblá) o que o filme mesmo se propôs a fazer (afinal, todo o carnaval em cima do ‘vamos saber de onde Kayako veio’ não valeu de nada....), me deu a impressão de, por ter a ver com costumes orientais, rituais e tudo o mais, eles não souberam o que fazer ou como explicar direito, e ficou tudo muito vago, e o motivo foi bem fraco do modo inexplorado no qual foi apresentado. No final o final não foi feliz para ninguém, a família americana é dizimada, mas de maneira fútil, bem hollywodiano mesmo, há várias pontas soltas e motivos idiotas para as coisas acontecerem. Só não dou nota 0 pela cena da frigideira, aquela foi boa!
Ahh, e claro, a brincadeira que fizeram com o a apresentação das distribuidoras, em que a estátua da Columbia se tranforma aos poucos no fantasma do filme. Criativo!
No mais, não percam tempo com esse filme. E procurem a seqüência original japonesa se realmente quiserem se assustar.



domingo, 14 de dezembro de 2008

O Quatrilho

É, isso vai soar estranho, eu gosto de rock, bruxas, livros de terror, e vou indicar....literatura romântica sobre imigrantes italianos? Calma, esse livro, por incrível que pareça, passa longe do Terra Nostra e daquelas historinhas manjadas dos italianos que vieram para o Brasil, va bene! Sério. Essa obra do José Clemente Pozzenato, que virou filme em 95 e foi indicado ao Oscar como melhor filme estrangeiro, com Patricia Pillar e Glória Pires me cativou quando li (e eu tinha verdadeiro pavor dessas histórias de italiano, sério, aquelas novelas me deixavam atemorrizada quanto ao futuro da criatividade brasileira). Primeiro porque é uma trama fechada, não temos uma penca de gente que veio ganhar a vida no Brasil e blablabla, com os senhores brasileiros a lhes ditar regras e eles tentando 'conseguir seus direitos' e blablabla.....todo mundo já sabe que isso acontece mesmo, então não há muita enrolação em cima deste tema, somos apresentados a dois casais italianos que vem para o Brasil e que decidem morar na mesma casa, numa cidade do Sul. A inocencia inicial em compartilhar o mesmo teto vai criando um verdadeiro terreno para o adultério, é muito legal ir constatando que o marido de uma é a cara da mulher do outro e de que como se eles simplesmente 'trocassem' de mulheres os pares ficariam perfeitos. É interessante perceber isso acontecendo aos poucos, o que nutre até um sentimento de esperança que a 'troca' realmente aconteça e dê certo (sem nenhum final trágico ou algo do gênero, bem shakespereano e típico de novela), para que os casais possam ser felizes com sua (literalmente) verdadeira cara-metade. Recomendado!

sábado, 13 de dezembro de 2008

As Pupilas do Sr. Reitor

Esse é para as (ou os) que gostam de histórias românticas, leves, sem exageros, do tipo “água com açucar”. Sem dúvida As Pupilas é um dos melhores livros que já li. Mas não me encantei de primeira, demorou mais de um ano desde o dia em que o comprei num sebo e para ter coragem de lê-lo. Na verdade eu nem sabia direito porque tinha comprado, parecia um daqueles livros meio maçantes de literatura clássica e que eu não tinha animo para ler. Mas quando o peguei não quis mais largar. Sabe aquelas histórias românticas sobre você conhecer alguém na infância, parece que iam viver juntos para sempre, mas algo os faz se separarem. E daí muito tempo depois os seus destinos voltam a se reeencontrar, mas ai....ele já não lembra dela! E ela morre de vergonha de chegar perto dele pois ele virou um rapaz muito atraente e que chama a atenção de muitas garotas, e ela é só uma pobre rapariga. Bem, acho que em algum lugar você já deve ter visto historia parecida, principalmente naqueles filmes americanos que adoram abordar o tema “Como esses dois vão ficar juntos?”. São histórias divertidas, mas eu prefiro esse doce livro do português Julio Dinis. É muito cativante a sua história de Margarida, Clara e Daniel. Leitura recomendada para os que gostam do gênero.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Flores


Flores, upload feito originalmente por Beronique.

Parece que tem alguém triste hoy..............

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Venus was her name


Venus was her name, upload feito originalmente por Bеn.

Vênus e Jupiter dividem o mesmo céu na noite de Amsterdam, na Holanda no dia 02/12. Eu vi aqui no Brasil na noite do dia primeiro, quando saia da faculdade, mas não fazia idéia que se tratava de um alinhamento de planetas com a Lua, por isso fiquei espantada com o brilho intenso de Vênus junto ao filete amarelado de lua (rsrs) e um outro ponto luminoso muito próximo, que só agora descobri que era o gigante Júpiter, que parecia mais pequenininho por estar do outro lado do Sistema Solar!!! Uau!

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