Ruídos (2024)
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Fantasmas, assassinos, assassinos-fantasmas circulam nesse conto coreano
que fez pouco barulho por aqui!
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Há 2 dias
Eu sei que podem me achar uma chata, ranzinza e tudo o mais, mas odeio vizinhos. Pelo menos depois que 'cresci'. Quando era moleca, ter vizinhos era muito divertido, eu me ralacionava bem com a maioria, que também tinha crianças pra brincar comigo. Mas depois que passei a morar no bairro afastado em que moro (e não sei se isso influenciou) e fui crescendo, ter vizinhos passou a ser um inferno. Ter vizinho significa basicamente: não ter controle. Não sei se fui eu que não tive sorte, mas são quase sempre pessoas estranhas, com habitos completamente diferentes do seu, morando colados ao seu lado, fazendo coisas (normalmente muito barulho) do qual você não pode fazer nada, pois, por direito, estão num espaço que lhes pertence, mesmo que o espaço sonoro ultrapasse os muros que dividem as propriedades. Tenho ideias loucas as vezes de, se tivesse dinheiro, compraria dois ou mais terrenos por todos os lados da minha casa (não essa, mas se pudesse ter outra casa, em outro lugar mais habitavel), só pra não ter o incomodo de gente morando ao meu lado, como seus trocentos cachorros latindo à noite e fazendo escandalo de dia. Com seus filhos pequenos, birrentos, insuportavelmente barulhentos (não tenho experiencia com criança, por isso não posso dizer com 100% de certeza se gosto ou não delas, mas se fosse me basear pelas do vizinho, com certeza seria 100% de "não"), que ficam acordados até altas horas da noite (será os tempos modernos? Porque lembro que no meu tinha que estar na cama no máximo antes das 23hs), gritando, correndo, brincando (lindo, lindo, coisa de criança, deixa elas, aham, deixa ser no seu ouvido depois de uma noite mala de aula na faculdade, cansado e querendo dormir...), nos ultimos tempos deram pra...jogar bilhar até de madrugada, meu Deus, dai me forças! O que esses pais de hoje em dia tem na cabeça?? Titica de galinha? Funk do créu? (que, alias, esta na boca de todos os pequenos, que decadência). Longe das musica bizarras de tão ruins, repetidas dezenas de vezes num som absurdo, longe das conversas 'gritadas', coisas pessoais que dá pra saber até nos minimos detalhes de tão altas que são contadas, enfim, longe dessa gente tão diferente e tão insuportavel, que só sabe perturbar e não tem o minino de sensibilidade em perceber que há mais gente morando na rua além deles.
Quando tinha uns 6 anos, e morava em outra cidade, numa casa que gostava muito, tarde da madrugada (umas 2 ou 3 horas da manhã), meu irmão e meu primo me chamaram na janela do quarto dos meus pais, que ficava voltada para o jardim, onde dormia na época, e eu meio sonolenta, não acostumada a ser acordada aquela hora (até achei que estava sonhando, se não fosse eles repetirem essa história no dia seguinte e até hoje), fui até a janela. Os dois estavam com caras sorridentes e alegres, de quem acabou de fazer uma arte. O que eles me contaram não tinha (e até hoje não tem) nenhum cabimento:A BONECA AMALDIÇOADA

Em seguida, quando tinha lá os meus 7 a 8 anos (meados de 1994), veio a história dos ladrões de órgãos. Essa eu acredito não ser história, o mercado negro esta cheio desses ‘ladrões macabros’, que roubam crianças para matá-las e tirar seus órgãos para venda. Mas naquela época isso estava no auge e claro que se criou uma história por cima disso. Era a da Gangue do Palhaço. Nessa cidade que morei quando criança era comum ouvir (principalmente entre as crianças e adolescentes) algum comentário sobre uma nova criança que tinha sido encontrada ‘vazia’ (ou seja, com os órgãos roubados), e eu ficava imaginando a cena...bruuu, era de arrepiar, além disso a mídia ajudava muito essas histórias, falando sobre os casos que aconteciam no Brasil sobre as ‘carcaças’ de crianças encontradas vazias.......Só que ai eles começaram a divulgar possíveis ‘ladrões’ e criou-se um perfil em cima disso: o de um grupo que usava um carro preto e fantasias que atraiam as crianças, como as de circo, principalmente um palhaço e uma bailarina. Depois de conseguir fazer as crianças entrarem no carro elas nunca mais eram vistas, a não ser mortas. Nossa, ai foi aquela coisa. As mães dizendo pros filhos ficarem longe de qualquer presença suspeita, não se encantarem com pessoas fantasiadas, que lhes oferecessem doces ou parecessem simpáticas e nunca, jamais, aceitar entrar num carro estranho, principalmente se ele fosse preto. Comigo e meus amiguinhos não foi diferente. Até lembro o temor que era andar na rua (por um tempo nossos pais até proibiam a gente de brincar longe de casa e sempre deixavam alguém mais velho de olho) e de como era ver qualquer carro preto e achar que ele podia ser da Gangue do Palhaço. A gente fugia deles como o Diabo da cruz. Lembrando agora dá até vontade de rir, mas naquela época....eu não queria virar uma ‘criança vazia’ (era assim que chamavam) e quando estava só eu e mais alguém da minha idade a gente corria (fugia mesmo) de ‘presenças suspeitas’ e desses carros pretos estacionados em lugares ermos. Lembro até de uma vez, quando fui com minha mãe na casa de uma amiga minha num bairro afastado. Nós fomos brincar num campo ali perto e havia um carro preto parado numa rua deserta e como ela era mais velha que eu começou a botar medo, dizendo ser ‘o carro do Palhaço’ e que o tinha visto ali perto, e que estava acompanhado de uma bailarina. Dizia ainda que algumas crianças já tinham sumido naquele bairro, e que os dois deviam estar percorrendo a vizinhança, tentando atrair crianças pro seu carro fatídico. Comecei a ficar com tanto medo que corri de volta para a casa dela e não sai de lá até minha mãe decidir ir embora. Pior é que quando fomos embora, pegamos um atalho por um terreno vazio e no meio do caminho minha mãe lembrou-se que tinha esquecido alguma coisa na casa da menina e pediu que eu corresse de volta para buscar. Nem adiantou protestar, o jeito foi ir correndo, com medo, sempre olhando na direção do carro. Na volta então, foi um pinote só, morrendo de medo que o palhaço achasse aquela menina ali, sozinha e de bandeja pra ele. Rsrs.........Não duvido que acontecia alguma coisa parecida, sobre os ladrões atraírem crianças com esses pretextos (tipo doces e fantasias alegóricas) e depois elas nunca mais serem vistas, isso acontece há séculos, mas os elementos que envolveram a história final da Gangue do Palhaço com certeza surgiu da crendice popular que acrescentou detalhes assustadores como o carro preto e uma bailarina como ajudante.
Por fim, quando entrei na adolescência e no território das historias em volta da fogueira (ta bom, no nosso caso era em volta de uma pilha de pacotes de salgadinhos e batata frita, mas.....), e mais assustadoras, veio a lenda da Loira do Banheiro. Estava na 5ª série, 1998 e foi a única vez na escola que estudei no período da tarde (depois só na faculdade). O final da tarde numa escola é algo realmente peculiar. Quando o céu vai ficando laranja e as sombras se alongam, nem todas as luzes são acessas e você se sente sozinho. Nessa época a gente vivia se reunindo em rodinhas para contar historias assustadoras, desafiando nosso próprio sono horas mais tarde, quando, sozinho no escuro você começava a relembrar aquelas histórias e ficava com medo, muito medo. Tinha a da velha casa assombrada do bairro, cuja própria moradora contava o que acontecia lá dentro (torneira abrindo sozinhas, portas rangendo, etc....talvez invencionices para assustar mais, mas era uma prova de coragem passar uma noite na casa dela, que já foi demolida há algum tempo), a da casa azul perto da escola, onde supostamente havia um fantasma raivoso, que não queria que ninguém alugasse a casa e estourava vidros quando alguma pessoa entrava lá com esse propósito (bom, na época eu vi os vidros quebrados, mas não sei se era por isso...hoje ela parece estar habitada (por muitos anos esteve vazia), mas eu sempre a olho como ‘a casa do fantasma’). O da procissão dos mortos, que saia de madrugada pelas ruas, em determinado dia de determinado mês e que se você olhasse poderia ser atraído para acompanhar o cortejo e assim morreria. O de que se você bebesse muita água antes de dormir podia sonhar que estava se afogando e acabar morrendo dormindo, o de que se comesse muita ou pouca comida, não conseguiria achar o caminho de volta no sonho e ficaria preso para sempre, coisas assim. Mas a que acontecia na própria escola era a da Loira do Banheiro (que deve rondar escolas de todo o Brasil). Você tinha que falar não sei quantas vezes um palavrão muito feio olhando para dentro da privada e ai começaria a aparecer cabelos loiros lá de dentro. Algumas se aventuravam, outras diziam que realmente tinham visto os cabelos, várias espalhavam a história e desafiavam as amigas só para zuarem, mas a verdade mesmo é que depois que passa o calor da situação e da brincadeira e você fica sozinha no final da tarde no banheiro escurecido (porque eles nunca acendiam a luz lá de dentro no final da tarde) batia um medo sim e tudo o que você queria era fazer o que tinha que fazer o mais rápido e cair fora logo dali. Às vezes eu ia pra casa apertada, pois não tinha coragem de entrar dentro do banheiro no final da aula quando praticamente todos já tinham ido embora...
Assisti Silent Hill ontem, intitulado no Brasil como Terror em Silent Hill (desnecessário, já que Silent Hill já é o próprio terror). Fiquei quase emocionada com a fidelidade do filme aos jogos da série da qual sou fã. Acho que nunca vi uma adaptação tão boa. Música, cenários, acontecimentos, detalhes e personagens relembrando o game onde era possível e até impossível. Era quase como assistir ao jogo, e com isso reviver momentos nos quais passamos jogando essa ou aquela parte. E as músicas então, compostas pelo autor original da série, Akira Yamaoka, me deixaram até arrepiada. Além do jogo, sou uma grande fã da trilha sonora de Silent Hill e tenho todas, dos 4 games. Ouço muito, boa parte é instrumental e isso me inspira bastante na escrita. É um jogo diferente, e de longe tem umas das trilhas mais bem boladas que já vi, tudo a ver com o clima de drama e tensão da série. Todas as músicas tocadas no filme são do jogo (que barato!) e me lembro de cada uma delas pelas inúmeras vezes em que ouvi e dos mome
ntos em que tocaram no jogo (como Letter – from the Lost Days (3º SH) que toca no carro de Rose quando está indo para Silent Hill com a filha Sharon, toca no carro em Silent Hill 3 quando Heather (a Sharon (ou Cheryl, no jogo) já adolescente, com outro nome e sem memória) esta indo para o mesmo lugar. Promise (2º SH) todas as vezes em que Rose reencontra Sharon (ou Dark Alessa) em algum lugar. A belíssima Dance with Night Wind (3º SH) quando Christabella leva Rose e Cybil para o lugar onde podem encontrar Sharon. Never forget me, Never forget me (3º SH) e Claw Finger (1º SH) na partida da cidade, Sadness (2º SH) na chegada em casa (e a certeza de que Rose nunca mais voltará ao mundo real, embora ela desconheça isso) e a brevíssima Lost Carol no final (com a certeza de Chris que ela sempre estará por perto, embora separados para sempre por uma tênue linha de realidade) além de muitas outras espalhadas durante a trama).
º e 3º Silent Hills, dos quais acredito terem sido a base principal para a confecção do filme, embora tenha alguns elementos do 2º jogo (que se passa na cidade, mas não tem a ver diretamente com a história do primeiro, que só retorna no 3º game. O 4º jogo não é mencionado por ter uma trama a parte da série), como o temido inimigo Piramide Head aquele com uma espada enorme que apavora a todos tanto no jogo quanto no filme. James, o protagonista do primeiro Silent Hill é substituído por Rose no filme sem alterar a força da participação (acho que até ficou melhor como uma mulher), e o inicio do longa é idêntico ao do jogo, a policial Cybil que os persegue também é igualzinha (caramba!). A cidade é quase como tirada
do pesadelo da Konami, como se de repente o game tivesse ganhado formas humanas e reais. O modo como a névoa cobre tudo, sem que se possa ver um palmo
na frente do nariz, as cinzas, a interferência que os monstros transmitem a aparelhos eletrônicos (que no jogo era um radinho que o personagem carregava e que ajudava a saber quando um inimigo se aproximava, já que não se via nada a longa distancia, no movie sabiamente transformado num celular que a personagem carrega o tempo todo pendurado no pescoço), e aqui um parênteses, os monstros também i-dên-ti-cos (usando poucos efeitos especiais, muito bom!), a transformação de ‘realidades’, quando tudo escurece e a cidade parece cair numa outra dimensão, sombria, onde tudo esta enferrujado, destruído ou sujo, e que medo dessa dime
nsão infernal! Assim como no game, o efeito ‘escuro’ foi preservado, não se podendo ver quase nada sem a ajuda de uma lanterna (tornando o clima ainda mais assustador, já que uma coisa é estar na névoa de dia, outra é no escuro). “Somente o demônio abre e fecha o portal de Silent Hill”. As saídas de Silent Hill são bloqueadas por enormes rombos no asfalto (como se uma mão imensa tivesse partido as estradas que ligam a cidade ao mundo) recriados perfeitamente.
arece forçado para que se pareça com o jogo. Pistas deixadas por Dark Alessa (que Rose acredita ser Sharon) fazem a mulher ir daqui para lá numa busca desesperada, assim como acontecia com James no 1º SH, passando por lugares como a Midwich Elementary School e o Grand Hotel (onde há elementos do 1º e do 3º game, como a pista na boca do estuprador de Alessa que é encontrado no mesmo sanitário que a menina se escondeu depois de ser violada, numa posição bem SH mesmo (que deixa corpos espalhados pelas grades das maneiras mais estranhas, do jeitinho do jogo), que indica o hotel, o quadro encontrado lá que escondia uma porta (no 3º jogo esconde uma entrada também). Depois Rose tem de atravessar um poço pulando por ferros estreitos e perigosos (tem coisa mais vídeo game do que a prova do ‘atravessar um abismo pulando pelas coisas mais finas possíveis sem cair la embaixo’, não há quem não fique p...., é um teste de paciência e habilidade, rsrsrs, perfeito!) e o melhor de tudo, esse me agradou particularmente, pode não ter nada de mais pra qualquer outro jogador, mas cada um tem sua particularidade e a minha é não viver sem um mapa enquanto estou jogando um game desta estirpe. E o que Rose faz para se localizar numa cidade como Silent Hill? Mapas. A única forma de encontrar a filha é saber para onde ir e onde ficam os lugares que são indicados nas pistas que encontra, e pela cidade ela c
orre ao som de Wounded Warsong (musica do 4º jogo que me surpreendeu por estar ai) se localizando pelos mapas espalhados pelas ruas (quase como eu vendo onde estava no 1º game, era a mesma coisa! Até o nome das ruas são iguais). Ou perto do final, quando ela tem que ir “Nas trevas onde o Demônio habita” encontrar a filha (na verdade o pavoroso Brookhaven Hospital , que é o cenário mais terrível principalmente no 3º SH, “o demônio esta nas entranhas deste prédio", disso eu não tinha dúvida) e precisa memorizar um quadro com todos os mapas “sua memória pode salvar sua vida”, são simplesmente os mesmos mapas que usava pra não me perder dentro daqueles corredores assustadores, e até o quarto final onde ‘habitam as trevas’ é o mesmo do game, um quarto no final de um corredor que não existia até determinado momento e depois de entrar por ele SH vira para a sua versão ‘infernal’ onde tudo fica escuro e enferrujado, genial!
a cena de Heather no 3º SH, quando o elevador desce rapidamente fazendo-a entrar pela primeira vez na dimensão infernal (alias, a Rose me lembra muito a protagonista do terceiro jogo, será coincidên
cia?). As enfermeiras malignas que ela encontra lá embaixo me lembram o horror que era encontrar uma dessas nos corredores do game, como elas não puderam estar no filme, as reuniram numa única e assustadora ocasião.
empo em que joguei a série até o 3º jogo, quando o demônio(com a forma de Dark Alessa) conta a história de Alessa para Rose e combinam uma forma de cada um ter o que quer (Rose a filha e o demônio o poder de entrar no único lugar bloqueado para ele em Silent Hill e assim acabar com todos os que sobraram na cidade, vingando Alessa, o que deixa bem evidente o fato dela trazer as ‘trevas’ consigo quando volta do subsolo de SH, “Tudo o que queremos é satisfação e vingança”), com uma pequena participação da Enfermeira Lisa, do primeiro game (também idêntica a original, talvez até melhor). A história contada pelo demônio (Fermata In Mistic Air do 3º SH ao
fundo) pela boca de uma criança é mais uma característica de SH, que tem pelas crianças um...afeto especial (na verdade isso veio do próprio criador do jogo), pois o mal vindo de algo tão puro e inocente quanto uma criança é o que deixa a narrativa mais arrepiante. Além do fanatismo religioso, a busca por um paraíso perfeito, um lugar puro, livre das imundices presentes principalmente na personagem Claudia que acredito ter virado Christabella no filme, numa atuação marcante, bem estilo loucura religiosa extremista. “Cuidado como vai combater o Diabo. As armas podem se voltar contra voc
ê.” Diz o demônio ao explicar como essa loucura condenou Silent Hill e indiretamente deixando claro do porque tudo na cidade ficar enferrujado e com um aspecto queimado quando se transforma na ‘dimensão infernal’ (atuação tripla de Jodelle Ferland que aceitou interpretar três papeis diferentes (Sharon/ Dark alessa e o Diabo), e segundo a garotinha: “Sempre quis interpretar o Diabo”).
predomina e os sons mexem com qualquer um). 




Sempre gostei de fazer coisas a noite, não daqueles tipos que a maioria parece fazer, como 'sair pra balada', minhas noites eram mais modestas, em casa mesmo, mas eu me sentia mais inspirada no escuro, com as estrelas silenciosas e a lua solitária me fazendo companhia....