domingo, 29 de novembro de 2009

Remembers


Quinta (26/11) foi exibido na rede Globo no programa Por Toda Minha Vida um especial sobre o Claudinho, da dupla de funk Claudinho e Buchecha, que morreu em 2002, num acidente de carro na Dutra quando voltava de um show aqui pertinho, em Lorena. Assistir a esse especial e reprisar a carreira da dupla foi como dar um mergulho direto no meu passado...uma época do passado incrivelmente viva e da qual me surpreendi ao sentir tanta saudade. O programa tem exibido artistas da música que já se foram, mas deixaram uma marca muito viva nas gerações por onde passaram. Assistir a Elis Regina, Cazuza, Renato Russo...é diferente. O estilo musical me agrada mais, porém o efeito não é o mesmo que ver o funk romantico que contagiou o final da minha infância. Como disse, é mais vivo, fez parte de mim, fez parte de uma época inesquecivel da minha vida, vivamente. Ouvir os primeiros estouros como "Conquista" e lembrar da letra inteirinha como se fosse ontem que eu cantava os versos "Olha eu te amo, e quero tanto, beijar teu corpo nú, não, não é mentira, nem hipocrisia, é amor, com você tudo blue...", é, eu sei, hoje em dia isso parece meio brega (e longe do meu estilo), mas naquele tempo, junto com os amigos, em coro, ah que delicia que era esses estouros....e a sensação da delicia que volta intensamente com essas retrospectivas de um tempo em que vivi é que me deixa com lágrimas nos olhos e suspiros nostalgicos. Que tempo aquele meu deus! Bem no olho do furação que se transformou minha vida, exatamente num ponto divisor entre a calmaria e a reclusão. Uma tempestade que as vezes arrancou galhos violentamente e as vezes levantou os voos mais altos. E como eu senti isso ontem, quando a voz melodiosa da dupla me fez lembrar do que há muito eu nem lembrava. Dos fins de semana de sol, da feira livre da cidade, onde eu e meu irmão podiamos ir a vontade comprar cds de musica originais por preço de banana no 'cara da feira', numa época em que cds eram tão caros que isso era um luxo e que a pirataria ainda não tinha se disseminado. Na turma da escola (nos tempos em que a escola era deliciosamente prazerosa de se ir) que se reunia para cantar e dançar os sucessos dessa e de outras duplas e bandas, mas não só isso, do tempo das brincadeiras, dos jogos, das apresentações de final de ano, com os pais tirando fotos e para muitos, a única oportunidade de ver os pais ali, vendo o seu progresso escolar de perto. De como corriamos pelo patio do santuário da cidade ouvindo musica pelo antigo walkman, que rodava fita K7 ou como usavamos o gravador do radio de casa para registrar os momentos familiares de furia da nossa mãe que pirava quando demoravamos demais no banho, para depois rir do que nos tinha feito chorar de vergonha e raiva na hora. Fazia tempo que algo não me lançava direto para esse passado não tão distante, mas que hoje parece outra vida, em outra dimensão que infelizmente se fechou. Lembrar disso é bom e ruim ao mesmo tempo, é doce e amargo.
E como diz a música...esse passado parece um pedaço que falta no meu coração.

* * *


terça-feira, 27 de outubro de 2009

O caminho desconhecido


"Acabara de dar-se conta de que existem duas coisas que impedem uma pessoa de realizar os seus sonhos: achar que eles são impossíveis, ou, através de uma súbita virada na roda do destino, vê-los transformar-se em algo possível quando menos se espera. Pois neste momento surge o medo de um caminho que não se sabe onde vai dar, de uma vida com desafios desconhecidos, da possibilidade de que as coisas com que estamos acostumados desapareçam para sempre."


"O Demônio e a Srta. Prym" - Paulo Coelho

domingo, 25 de outubro de 2009

A Lenda do Monge e do Escorpião




"Um monge e os seus discípulos caminhavam por uma estrada e, quando passaram por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas e quase afogando-se. O monge correu pela margem do rio, jogou-se na água e apanhou-o com a mão. Quando o trazia para fora da água, o bicho picou-o e, devido a dor, o homem deixou-o cair outra vez no rio. O mestre tentou tirá-lo novamente e novamente o animal o picou. Alguém que estava observando, aproximou-se do mestre e disse-lhe:

- Desculpe, mas o senhor é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-lo da água ele irá picá-lo?

O monge respondeu:

- Ele só agiu conforme a sua natureza, e eu de acordo com a minha.

Foi então à margem, apanhou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, colheu o escorpião e salvou-o. O monge voltou e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles que tinham assistido à cena, receberam-no perplexos e penalizados, dizendo:

- Mestre, deve estar doendo muito! Porque é que foi salvar esse bicho perigoso e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos! Veja como ele agradeceu a sua ajuda! Picou a mão que o salvara! Não merecia a sua compaixão!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:

- A natureza do escorpião é picar, mas isso não vai mudar a minha, que é ajudar."

* * *
Moral da História:

Cada um age de acordo com o que acha que é certo. Não seremos melhores se mudarmos o outro e nem podemos fazer isso. Não seremos melhores se modificarmos nossa natureza para rebater a ofensa recebida. Devemos apenas nos precaver, mantendo o que somos, nossa indole e valores, sem nos deixar influenciar pela natureza e atitudes do outro, pois cada um dá o que tem, e o que a natureza deixa mostrar.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Apocalipse mais uma vez





Não sou muito chegada a filmes que tem como tema o apocalipse. Pensar no fim de tudo é meio masoquista demais pra mim, ainda mais gastar milhões para fazerem uma produção do gênero. Mas vá lá, dá bilheteria e alguns até tem uma mensagem moral no fundo, como ‘preservem o meio ambiente’ ‘vejam o que vocês estão fazendo com o mundo’, com a onda verde dos últimos anos. Catástrofes naturais causadas pela degradação do planeta é o único gênero que relevo nesse tema apocalíptico, pois são o que mais perto da realidade chegam, nos dando um aviso importante e aplicável. Mas há outros como invasões extraterrestres que só conseguem me arrancar risos, com seu estilo manipulação humana anos 70 (já que a maioria dos filmes sobre o gênero hoje são readaptações de produções antigas e mais bem feitas como O Dia que a terra parou e Guerra dos Mundos). Há ainda os piores, e não sei bem qual a mensagem moral no fundo, com a possibilidade de uma extinção a lá época pré histórica, com um asteróide atingindo a terra (detalhe que ele sempre vai parar em algum lugar dos Estados Unidos, bem, às vezes dá vontade de mandar eles literalmente se ‘explodirem’, rsrs). Mas nesses o governo americano e os super hiper agentes especiais da NASA estão lá para tentarem explodir a coisa no espaço para que ela cause o menor dano possível e salvarem a pátria e o mundo inteiro se curvarem agradecidos a eles. Uruuu!!
Mas de todos os temas apocalíptico, o recente Presságio (Knowing, 2009) com Nicolas Cage me deixou arrepiada. Na verdade não é um filme ruim, mas odiei assisti-lo até o final.


Como dizia Raul Seixas, cada um de nós é um universo e quando nos acabamos esse universo vai junto com a gente. Sim, vamos todos morrer um dia, tudo vai se acabar. Já é ruim o suficiente pensar na idéia de morte, pior ainda é imaginá-la de forma coletiva, como o “EE” (Everyone Else - todo mundo) no final da funesta lista de números do filme que esconde datas, locais e numero de mortes em grandes tragédias. Não seria um fim do mundo gerado pelo homem, por sua matança descontrolada a natureza, por ETs parasitas vindo sabe-se lá de que galáxia, de meteoros gigantes que podem nos colocar numa nova era do gelo, mas pelo simples e puro gerador de toda a vida na terra: o Sol. O que nos dá vida pode tirar. Não gostei nem um pouco de pensar num fim desses, tão simples e ao mesmo tempo tão devastador e inevitável. Dessa vez nem os super hiper especiais agentes da NASA junto com o poderoso governo americano poderiam fazer nada contra uma força tão poderosa e incontrolável. Teríamos apenas que esperar pelo inevitável fim. Credo. Eu poderia ter passado o ano sem pensar numa coisa dessas.



Esse post eu resolvi escrever pois hoje acordei as 3 da manha sobressaltada depois de um sonho apocalíptico envolvendo a merda desse filme (odeio ficar impressionada com as coisas assim) sobre um sol que de repente fica louco e começa a ter erupções gigantescas que podem atingir a terra e nos evaporar daqui. Só nos restava ver as labaredas se aproximando cada vez mais, envolvendo um circulo fumegante num céu enegrecido. Brrr...Cruzes. Não consegui dormir mais, e eu precisava mesmo de uma noite mal dormida e chegar com olheiras no trabalho, aiai.....Resolvi ficar assistindo séries para desencanar, odeio esses pesadelos.



Mas antes, ao invés de fugir da historia, resolvi procurar um pouco sobre a origem desse filme e descobri que ele teve diversos autores e passou pelas mãos de várias pessoas. Não é a toa que o filme parece uma colcha de retalhos, horas parecendo que vai tender para algo cientifico, horas para algo bíblico e um final bastante ruim.



Se dividirmos ele por partes sai um filme bom (como eu achei que fosse), o Nicolas Cage esta deprimente, mas o filho dele é uma graça, seguindo a linha criança madura que não sabe se é o pai quem cuida dele ou ele quem cuida do pai. As cenas dos acidentes são incríveis (a melhor parte do filme alias), o avião caindo revi não sei quantas vezes de tão bem feito e do metrô tira o fôlego. Por causa desses acidentes e da lista de números que viram datas, locais e mortes em tragédias históricas achei que a historia tivesse outro propósito, mas ficou totalmente vago depois, quando somos apresentados ao iminente desfecho. Pra que serviu então toda aquela coisa de mostrar em uma lista as coisas que iriam acontecer se no final não havia nada que pudesse ser feito? (como a sinopse chamativa do filme, que dá a entender que o personagem do Nicolas, depois de desvendar o mistério da lista de numeros, conseguira evitar alguma grande tragédia no final). E qual a relação das coisas que aconteciam com o fim do mundo causado pelo Sol para que fosse feito uma lista tão detalhada com todos esses eventos? Acidentes aéreos, catástrofes naturais são até plausíveis, uma vez que já foi provado que erupções solares podem causar interferência no nosso planetinha azul, talvez não só na atmosfera, influenciando na transmissão de sinais por satélite e sistemas de navegação (como os usados por aviões), como aqui embaixo também (isso explicaria até o misterioso desastre do Air France 447). Mas como explicar outros eventos que nada tinham de naturais, como os atentados de 11 de setembro, e outras atrocidades terroristas e guerras? Teria o Sol influenciado nas idéias malignas de homens também? Aiai, vai entender...Até o último acidente antes do apocalipse nada tem de natural (um trem descarilando).

Abrindo um parênteses, isso me lembra do filme Premonição (Final Destination, 2000) quando ainda era uma idéia original e séria, claro, em que a morte só ia atrás das pessoas que deveriam ter morrido, mas por algum acidente do destino, escaparam. Era lógica, não havia nada que influenciasse ela, mas nos outros filmes a Morte já começa a ter uma cara maligna e vingativa, influenciando o desfecho final das pessoas quase como se fosse um assassino e não algo inevitável. Digo isso, porque essa seqüência de eventos que culminam no apocalipse podia ter sido construída sob uma seqüência que nos fizesse chegar ao desfecho final mais lógico e coerente, como: acidentes aparentemente sem explicação para terem acontecido,  que nos daria no final a idéia de que tudo estava pendendo para essa tragédia Solar, como se ao longo do tempo tivéssemos recebendo pequenos avisos que não entendíamos. Mas do jeito que foi feito pareceu só uma desculpa esfarrapada para chegar a um final que eles não saberiam explicar de outra forma nem com tanto suspense.


Outra coisa sem sentido: O filme tenta dar um enfoque bíblico ao final apocalíptico. Os homens sussurrantes são na verdade anjos selecionando uma nova arca de Noé, já que o nosso mundo esta fadado a destruição total através das labaredas escaldantes do Sol. Porem, se o enfoque era bíblico, como explicar um fim do mundo causado pelo Sol, se no final do capitulo do livro de Genesis, na Bíblia, que fala sobre o dilúvio, o primeiro fim do mundo, Deus diz que a próxima vez que o mundo fosse destruído não seria pelas mãos Dele (e se formos pensar que tudo o que existe no Universo foi criação divina e tudo o mais, como pode uma destruição causada pelo Sol também não ser obra de Deus?)??
E haveria uma nova arca de Noé? Uma nova chance de recriar a humanidade, se a segunda (e talvez última) que Deus disse dar ao homem seria essa que estamos vivendo agora? Bem, não estou questionando as razões religiosas do filme, nem a Bíblia, nem nada (nem religiosa eu sou), mas foi a primeira coisa que pensei (e que ficou) quando vi que o filme estava tendendo para coisas de um fim do mundo envolvendo os 4 cavaleiros do apocalipse e arcas de Noé e questões bíblicas (pelo menos disso eu me lembro da fadada época de catecismo) e tentando seguir um apocalipse descrito pela bíblia, sendo que a linguagem do livro do Apocalipse pode ser bastante simbólica e figurativa, como muitos já tentaram retratar.

MAS, como não sou entendida do assunto, resolvi mesmo é dar uma pesquisada na net sobre possíveis mensagens sobre esse acontecimento na Biblia (melhor do que revirar a mão o exemplar que tenho aqui em casa, rs), não queria deixar minha opinião aqui sem saber se estava certa e fiquei intrigada se tinham mesmo feito confusão quando aos enfoques biblicos no meio de um filme aparentemente cientifico (mas decidi deixar meus questionamentos antes do que encontrei, vai que mais gente teve as mesmas dúvidas).
O que encontrei passa longe do Gênesis e do Apocalipse, esta na Epistola de Pedro, segundo livro, em que no 3º capitulo explicasse que Deus não destruiria novamente a Terra pela força das águas, pois fizera uma aliança com Noé (o sinal da aliança era  um arco no céu, que para minha surpresa, parece ser o arco-iris, que aparece refletindo a luz do sol depois de uma chuva forte, esse é o sinal de que as chuvas não mais serão fortes o suficiente para matar toda a existencia sobre a terra), mas que voltaria um dia para purifica-la pelo poder do fogo "Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. " (II Pedro, 3:10). Achei outra passagem num site biblico que não encontrei na Biblia, mas tem a ver com o que foi mostrado no filme: "Deus destruirá a terra pelo fogo mas somente depois da salvação ser comprada pelo Messias e os eleitos serem removidos, assim como Noé foi protegido da ira de Deus." (a destruição pelo Sol, a arca de Noé recolhendo novos herdeiros (ou eleitos) da raça humana para uma nova existencia em outro planeta). Bem, bem, explicado está, mas para quem assistiu o filme, será que ficou claro na hora? E sem essas explicações todas em algum momento vai ficar?


No todo o filme não foi bem construído, já que foi uma história mexida por várias mãos, de vários ritmos e gostos diferentes. Se ele tivesse seguido só um caminho ou só outro teria ficado bom. Talvez saísse um bom filme sobre profecias biblicas com seus 4 cavaleiros do apocalipse. Ou talvez saísse um bom filme sobre um terrível fim descoberto de forma cientifica que deixaria até os mais poderosos impotentes ante a grandiosidade do acontecimento. Seria uma mensagem para dizer o quando nós somos pequeninos diante de toda essa imensidão incontrolável? Bem, eu pelo menos me sinto assim quando tenho esses sonhos pavorosos envolvendo o The End para os Everyone Else. Infelizmente esses eu não posso evitar ver, o inconsciente é bem traiçoeiro, e o que escrevi aqui, apesar das mensagens subjetivas me assustarem um pouco, foi para desencanar de uma vez dessa história, mas pelo menos o que eu puder evitar voluntariamente agora...



Afinal, eu até sou masoquista, mas nem tanto assim. Rs.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Love is...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Crepúsculo




Terminei o livro “Crepúsculo” (Twilight, 2008) há pouco tempo e resolvi voltar a assistir o filme, que já tinha visto antes de ler o livro (não sabia que ganharia esse livro um tempo depois, senão teria esperado). A primeira vez que ouvi falar dessa obra foi quando vi o cartaz do filme como papel de parede em um computador da faculdade. Tentei me lembrar de onde já tinha visto a carinha branca de Kristen Stewart e do seu Romeu vampírico. Era de um outro filme bem menos popular da mocinha, mas cujo papel ela desempenhou de forma bastante parecida com a sua Bella, de Twilight. Produzido por um canal de televisão americano (Showtime), Kristen é Melinda Sordino em "O Silencio de Melinda" (Speak, 2004), uma adolescente que perde a amizade de seu grupo de amigas por um equivocado incidente e vive solitária e em silêncio desde então, sem conseguir expressar o trauma que sofreu, sendo culpada e isolada pelos outros. O interessante em ambas as personagens de Kristen é no modo como ela conseguiu dar alma aos papeis de garotas tão deslocadas. Acredito que a própria atriz tenha algo disso. Semelhante também são as suas narrações durante o filme. “Nunca pensei muito em como morreria...” quando Twilight começou com essa narração em primeira pessoa da protagonista me vi com um sorrisinho no rosto lembrando que já tinha visto ela fazer isso em Speak, “O primeiro dia no colégio: Sete cadernos novos, uma saia que odeio e dor de barriga.”
O Romeu vampirico da moça (Robert Pattinson como Edward) eu já tinha visto no Cálice de Fogo, 4º filme da franquia de Harry Potter, como Cedrico Diggory, o vencedor da taça Tribruxo que é morto por Voldermort. Achei boa a escolha, não só pela beleza e palidez do rapaz (seria essa palidez efeitos visuais ou de computação? As vezes não dá para acreditar em como esses atores hollywoodianos conseguem ser tão brancos, rs), mas porque ele tem um aspecto bastante austero e enigmático, que combinou com seu papel sobrenatural, mas não assustador.
Dizem que Kristen como Bella ficou sem graça, que a mocinha não parecia animada para desempenhar a personagem, de certa forma talvez tenha parecido um pouco, mas não acho que foi para tanto, penso que seja devido a essa aura meio deslocada que ela tenha e que faz suas personagens terem um ar meio melancólico. Mas é só uma suposição.
Já no livro, também houve criticas (e essas muito mais ferrenhas) à Bella. E concordo que ela tenha se tornado uma personagem chatinha do meio para o final do livro em que começa a perseguição dos ‘vampiros maus’ atrás dela. Cansativo também era a forma como ela vivia ressaltando o modo como Edward a deixava extasiada, tonta, sem palavras, como ele era lin
do, maravilhoso, perfeito, blábláblá. Parecia que ela estava o tempo todo se rebaixando ante a grandiosidade do vampiro perto dela, o que só serviu para fazê-la parecer uma personagem sem muita credibilidade, isso ficou meio evidente dessa parte ‘meio-fim’ do livro, e tirou um pouco o encanto da cena mais corajosa dela na obra — onde ela vai se encontrar com o bad vamp para o seu ‘sacrifício’ — pois ela mesma já tinha se ridicularizado tanto que não parecia que faria grandes coisas (eis uma cena que ficou melhor na versão cinematográfica, em que, como versão resumida do livro, não a víamos se inferiorizando dessa maneira).
Quando comecei a ler o livro ele era muito semelhante ao filme, até mesmo a narração inicial de Bella sobre sua morte e fiquei um pouco desanimada, achando que leria apenas uma versão estendida do que já tinha assistido. Mas me enganei. O filme é bem editado mesmo, com algumas cenas ‘fundidas’ para que desse para contar boa parte da história aproveitando os momentos marcantes. No livro temos uma série de cenas não aproveitadas, mas que são muito boas e que até mudam a direção em alguns momentos do que foi mostrado no filme. Essa parte inicial do livro me deixava lendo por horas de tão cativante, como o conhecimento de Bella por Forks a amizade incomum dela por Edward — que despertava ciúmes em uns, inveja em outras e espanto na maioria — que aos poucos foi evoluindo para algo mais forte e romântico e não tão rapidamente. O convívio dela com o pai, com os outros amigos. Essa parte simples e romântica da história foi o que mais gostei em “Crepúsculo”, mas acho que Stephanie Meyer não foi muito feliz quando tentou colocar muita ação na história e misturar isso com o romance de Bella e Edward. Só ressaltou o quanto ela se achava frágil e patética perto dele. Essa personagem tinha muito para ser bem mais o que Kristen deu à Bella na versão cinematográfica do que Stephanie deu a ela no livro.

Gostei da história, gosto desses romances que não são só romances, que tem algo mais antigo e sobrenatural por trás. Ambas são boas (livro e filme), cada um a seu modo, o filme com ótimos movimentos de câmeras e musica inspiradora (não parecia que o casal principal estava mesmo no alto daquele imenso pinheiro quando a câmera os filmou por cima?), e sem uma Bella depreciativa. O livro com uma história bem mais detalhada e profunda do inicio da mocinha nesse mundo sobrenatural e fascinante. A idéia de mostrar vampiros diferentes também foi boa, vegetarianos, que tentavam viver como pessoas normais, que podiam até sair de dia, mesmo que fossem em dias nublados, e que não derretem ao sol, mas sim brilham! Rs. Isso mostra que a imaginação tem asas para voar muito além do tradicional e corriqueiro. Mesmo que a autora não tenha acertado na dose da sua protagonista, ainda temos mais 3 livros pela frente para ela dar um jeito nisso.
E afinal, a quantidade de livros que já tem na sequencia de Twilight me parece aquelas franquias ‘lance um livro e fature um filme’ que é o que vai virar. Mas tudo bem, sorte a dela. Rs.
Mas agora que terminei o livro e revi o filme acho que vou ler o livro de novo. Ehehe...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Sexo banal

Já reparou como é fácil fazer sexo na televisão? Quando vemos cenas mais ousadas ou eróticas numa novela, filme ou seriado, é tudo muito simples. Tá certo que é ficção e não tem que condizer muito bem com a verdade, é apenas uma maneira romanceada e mais 'fácil' de se fazer as coisas, mas...Nas últimas vezes em que vi cenas desse tipo na telinha me peguei a pensar com meus botões: e pra quem vê? Eu tenho que adimitir: quando eu era mais nova (aiai, e isso esta ficando cada vez mais distante no tempo, rsrs) e via - inevitavelmente - cenas como essa em uma novela ou filme achava que era provavelmente daquele jeito mesmo: no calor da situação, no 'agora é a hora'. Mas ninguém vê ninguém se prevenindo ou achando isso importante. Mas como eu disse, a ficção é só uma visão romanceada da realidade, hmmmm......... O que eu pensei mesmo, e escrevi esse post só para expressar esse meu pensamento que me deixou meio preocupada foi: Adolescentes principalmente quando vêem esse tipo de cenas eróticas podem ser induzidos a pensar que as coisas são tão fáceis como na ficção? Que na verdade na hora do 'vamô ver' é só fazer como os atores fazem nos filmes que é a mesma coisa, não enxergando que é um fingimento o 'sexo fácil' da ficção, que omite os detalhes práticos da realidade como se prevenir com uma camisinha ou pirulas, pois caso contrário a merda tá feita? (e a AIDS ta ai pra mostrar que o problema não ta só numa gravidez indesejada). Quando via essas cenas ficava pensando como seria possível uma coisa daquelas, como essas personagens não ficavam grávidas as pencas com essas relações aparentemente 'livres' (e não estou falando dos 'casais casados', e mesmo esses correm perigo), claro que é ficção, então é claro, não iria acontecer nada, mas e na realidade? Na mesma época em que vi essas cenas de transas 'em qualquer lugar a qualquer hora, sem compromisso porque não acontece nada' em seriados e filmes ouvi uma adolescente que embora se sentisse 'adulta' com seu namorado e suas experiências, não deixava de ser uma adolescente e no fundo bastante imatura ainda e o modo como achava normal reproduzir certas coisas da ficção, como se, assim como na ficção, não fosse lhe acontecer nada, me deixou um pouco espantada. Então afinal, a naturalidade com que o sexo se desenrola na telinha pode induzir um jovem a pensar que é igualmente fácil na vida real, desse modo fazendo com que ele não se preocupe tanto em se prevenir ou não ache importante fazer isso sempre? Hmm...comecei a perceber como alguns tipos de cenas que me passavam desapercebidas - talvez nem tanto, rs - podem ser perigosas.
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