sábado, 18 de julho de 2009

Eu te desafio a se mexer


(Switchfoot)

Bem-vindo ao Planeta
Bem-vindo à existência
Todo mundo está aqui (2x)
Todo mundo está te olhando agora
Todo mundo está te esperando agora
O que acontece depois? (2x)

Eu te desafio a se mexer (2x)
Eu te desafio a se levantar do chão
Eu te desafio a se mexer
Como se o 'hoje' nunca tivesse acontecido
O 'hoje' nunca aconteceu antes

Bem-vinda ao 'efeito colateral'
Bem-vinda à resistência
A tensão está aqui (2x)
Entre quem você é e quem poderia ser
Entre como isso é e como deveria ser


Talvez a redenção tenha histórias pra contar
Talvez o perdão está onde você caiu
Pra onde você pode escapar de você mesmo?
Pra onde você vai? (2x)
Salvação está aqui


Link para a música:
I Dare You to Move



Coca wars (ou as estratégias do líder)

"Os fortes movimentos competitivos devem ser bloqueados"
(Sun Tzu - A Arte da Guerra)

(rsrsrs)

sábado, 4 de julho de 2009

As respostas então dentro de você



Enquanto fusava na internet atrás de material sobre Jung e alguma de suas idéias, enconmatéria interessante sobre autocidi postá-la, enquanto elaboro o que vou escreve sobre O poder que está na consciência da sombra

Por Otávio Leal - Terapeuta holístico, yoga e meditação


"Prefiro ser íntegro, a ser bom" C. G. Jung

Medite no que mais lhe incomoda nas pessoas. Não aspectos superficiais, mas algo que realmente você abomine, ou até odeie. Talvez seja ingratidão, traição, injustiça, ciúmes, medo ou impaciência. Reflita: Você já pensou porque odeia isso?

Agora, espero muita coragem de você. Será que o que te incomoda nos outros não é algo que está aí escondido dentro de ti? Talvez tão escondido que agora faça parte do teu inconsciente? Jung dizia: "Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a um conhecimento de nós mesmos".
Vamos mais fundo nesta questão: Toda criança é total ao nascer. É inteira, mas no decorrer de sua vida começa a se dividir. Ela é influenciada pela sociedade, religião e família, começando a negar algumas características consideradas más. É o jogo do que é bom ou mau. Assim com a chegada da maturidade ela já negou muito da sua personalidade real. Ela esconde uma parte de si, acha pecado, errado e sujo algo que é dela, e tudo o que é rejeitado fica escondido, ou guardado no inconsciente e isso se chama sombra, é tudo o que negamos na busca absurda de sermos perfeitos, com um eu ideal.


Um exemplo é a história do médico e o monstro, Dr. Jekill e Mr. Hyde. Claro que devemos guardar das pessoas que nos relacionamos um pouco das nossas sombras, senão criamos confusões todo o tempo. O que não podemos é negá-la de nós mesmos, até porque ela contém aspectos que são muito legais.

Todos nós temos uma máscara que é aquilo que passamos para o mundo. Na astrologia chamamos de ascendente, é como às pessoas vão te ver, é o teu impulso, a tua personalidade adquirida com a vida. Nós passamos aquilo que temos de melhor.


O que somos e a imagem que passamos
Persona, na psicologia, é como gostaríamos que todos nos reconhecessem. Exemplo: No namoro superficial colocamos nossa persona, e num relacionamento mais profundo acabamos por mostrar nossa sombra. Fazemos nosso eu se dividir em 3 partes:

O Eu perdido - tudo o que reprimirmos para agradar "os outros".

O Falso Eu - a imagem que criamos para agradar "os outros".

O Eu negado - as partes que "os outros" ensinaram que são negativas e que são negadas.

São exemplos: egoísmo, raiva, desejos sexuais (reprimidos), vingança, "erros do passado", culpa (que não cria nada), traição, falsidade, desejo de poder, segredos da alma, mentiras, as nossas brigas com Deus/Deusa, "pecados", vergonha, etc.

É provável que você tenha a maioria dessas características e outras mais. E não é só você. Todos são assim. Reconheça isso.

Jung sabia que a sombra é perigosa quando não reconhecida, pois projetamos nossos aspectos destrutivos no mundo e "nos outros" e somos inteiramente escravos da sombra até que a mesma domine nossa vida e somente "pulsemos" ódio, tristeza, julgamentos, dor, reclamações, etc. Começamos a ver defeitos em todas as pessoas, julgarmos e enxergamos a sombra do nosso vizinho, de religião que não seja a nossa, de outra cultura, mas não vemos a nossa sombra.

Muitas das "Guerras" espirituais ou religiosas acontecem exatamente por isso. Vemos trevas em tudo e essas trevas são projeções das trevas que temos dentro de nós. Atos impulsivos que depois geram arrependimento. Situações em que se humilha os outros. Raiva exagerada em relação aos erros alheios. Depressão quando se olha para dentro. Francisco de Assis era sombra e luz, mas escolheu o caminho de luz, Hitler era sombra e luz, mas, escolheu o caminho da sombra. Hitler tinha a semente de Francisco, mas Hitler se tornou um Hitler e Francisco, tinha a semente de Hitler, mas se tornou um Francisco. Francisco trabalhou sua sombra, olhou para dentro e tornou-se um mestre que é ícone de compaixão, tolerância e amor à vida. "


A constante vigília em ser e fazer o bem
É um trabalho para toda a vida que como recompensa nos permite perdoar aos outros e a nós mesmos pelo que achamos "mau" pois a compaixão e tolerância inicia-se conosco e expande-se aos próximos. A sombra é muito primitiva. Vem de um passado remoto, desde, talvez, o surgimento dos hominídeos. Está em nossa mente e coração é chamada, também, de memés. No livro "O Gene Egoísta", Richard Dawkins estuda que os memés são transmitidos pela cultura, fofoca, religião, livros, filmes e tudo que contribui para aumentar nossa sombra individual e cultural. A fofoca seria talvez o pior memes - o pior fator humano, a fofoca de dentro, a fofoca de fora.

Quanto mais felicidade e criatividade vamos adquirindo na vida, mais a sombra aumenta. Quanto mais luz, mais sombras e escuridão; todos os gênios da humanidade tiveram sombras muito fortes, quanto mais luminosa for a personalidade consciente, maior a sombra, portanto, não projete tua sombra em outro. Perceba essas projeções e suas limitação.
Muitos pais se projetam nos filhos exigindo aspectos de perfeição que eles mesmos não tiveram na vida. Pessoas ficam trabalhando com o chamado pensamento positivo. Mentalizando: "isso é positivo, isso é positivo", "isso é positivo eu sou luz", "eu sou luz", "eu sou luz". Trabalhar assim com a mente, pode ser benéfico, mas por um período pequeno de tempo. Ficar achando que tudo é positivo pode fazer com que neguemos a nossa própria sombra e os aspectos egoístas e perversos. Quem não tem essas válvulas de escape que muito se manifestam no bom humor, tem a sombra reprimida e isso gera: sentimentos exagerados, de posse em relação aos outros. Alguns espiritualistas teóricos e religiosos intolerantes tem um "discurso" cheio de palavras lindas como amor incondicional, fraternidade, mas só tem o discurso na teoria. Não amam nem uma pessoa quanto mais a todos, incondicionalmente. Escondem a pior de todas as sombras - o fanatismo religioso, a intolerância com teus companheiros de crenças diferentes.
A arte de viver sem máscaras
O filme francês "8º dia", conta a vida de um motivador de comportamentos positivos em empresas e congressos, que durante seu trabalho só fala palavras bonitas mas, ao ficar em contato consigo próprio, encontra um universo de situações vazias de negativismo e dor. Conheço motivadores e religiosos que não se auto-investigam e inconscientemente, tentam passar aspectos legais na vida de seus alunos, mas suas palavras são agressivas, duras e inflexíveis, nota-se gestos, atitudes treinadas, decoradas, nada espontâneo ou que venha do coração. Seu suposto sucesso se dá porque seu público é formado por pessoas que gostam da dor e da humilhação. Nossas luz e sombra criam contradições e paradoxos em nossa alma. Qual caminho seguir? O que eu quero, ou o que "os outros" querem de mim?


A Ganância

É isso o que o homem está fazendo com o mundo....
Imagem: www.deviantart.com

quinta-feira, 2 de julho de 2009

O Silêncio

Estava revendo as comunidades da qual participo no orkut esses dias e achei a descrição de uma delas ("Não me arrependo do meu silêncio") muito a minha cara (como faz muito tempo que participo dela, tinha até esquecido como era legal essa descrição). Vou reescrevê-la aqui:

"Existem momentos de falar e momentos de silenciar. Escolha qual desses momentos é o correto, mesmo que tenha que se esforçar para isso. Por alguma razão, provavelmente cultural, somos treinados para a idéia de que somos obrigados a responder a todas as perguntas e reagir a todos os ataques. Não é verdade... mas você responde somente ao que quer responder e reage somente ao que quer reagir. Você nem mesmo é obrigado a atender seu telefone pessoal. Falar é uma escolha, não uma exigência, por mais que assim o pareça. Você pode escolher o silêncio. Além disso, você não terá que se arrepender por coisas ditas em momentos impensados. ME ARREPENDO DE COISAS QUE DISSE, MAS JAMAIS DO MEU SILÊNCIO. Responda com o silêncio, quando for necessário. Use sorrisos, não sorrisos sarcásticos, mas reais. Use o olhar, use um abraço ou use qualquer outra coisa para não responder em alguns momentos. Você verá que o silêncio pode ser a mais poderosa das respostas. E, no momento certo, a mais compreensiva e real delas".

Eu amo o silêncio. Já fui elogiada, criticada e caracterizada por isso. Antigamente eu achava que fosse um ponto negativo meu, por algum tempo eu usei ele da forma errada mesmo, para me isolar, o silêncio era um muro em volta de mim, uma instrospecção acentuada, um reflexo da minha timidez atingindo um nível perigoso.
Hoje eu sei cuidar melhor disso, sei que não sou anti-social por causa do meu silêncio, sei que ele serve para coisas muito boas, embora ainda tenha pessoas que o critiquem (eu não ligo, eu até gosto de ouvir criticas, elas me ajudam a identificar onde estou errando). Algumas pessoas até confiam mais em mim como confidente justamente porque sabem que eu não saio por ai falando nada aos quatro ventos, que eu só falo quando necessário, com quem eu quero e quando eu quero. Hoje eu sei que meu silêncio não é isolamento, ele não impede mais ninguém de se aproximar de mim. É um modo de vida que aprendi a dilapidar, tirando as partes mais grosseiras, que me deixavam com um ar assustador (rs), para ser apenas eu, com meu jeito de ser, reservada, na minha, mas receptiva as pessoas que quiserem me conhecer. Eu amo ser assim.

"Há tanta suavidade em nada se dizer, e tudo se entender."
( Fernando Pessoa )

domingo, 21 de junho de 2009

Dicas para escrever melhor

Estou fusando na net nesse domingo vagaroso, lendo coisas...e me deparei com um post em um blog que falava de umas dicas para escrever de um escritor que gosto muito, o Stephen King.
Muitos acham que eu sou fã do King pelo fato de ser fã do gênero do qual ele é considerado o mestre contemporrâneo (terror). Na verdade eu ainda não virei fã de escritor nenhum, tem os que eu gosto, mas não sou devota de nenhum em especial, rsrs. Apesar de ter mais de 20 livros do homem, não sou fã dele, por vezes a sua literatura me irrita um pouco com um certo excesso de 'informalidade' (não sei se é coisa tipica da cultura Mcworld de acabar meio que estilizando as coisas), mas é só às vezes, boa parte do tempo ele esta me assustando (ou me fascinando) com suas histórias que vão de cemitérios zumbis até contos sobre adolescentes buscando o autoconhecimento. Foi um bom ponto de partida também para eu começar uma leitura mais madura do gênero terror e conhecer outros escritores do mesmo gênero e gêneros derivados deste.

Mas bem, bem, se tem uma coisa que o King sempre frisa é que ele escreve demais, e como! Tem até livro estilo 'fundo de gaveta da escrivaninha velha' que ele resolveu escrever com contos deixados de lado por muito tempo (Pesadelos e Paisagens Noturnas que o diga!). Ele escreve bons contos como Às vezes eles voltam (não sei se é porque Sombras da Noite foi seu primeiro livro de contos, mas os contos dele são muito bons) que me deixou arrepiada a noite toda. Mas a maioria (pelo menos depois desse primeiro livro) deixa a desejar, pois como dizia Jorge Amado, ser escritor de romance e de contos e fazer os dois estilos terem qualidade é coisa rara (se referindo a Graciliano Ramos, que fazia os dois muito bem, mas também pudera, Graciliano era extremamente conciso), e se tem uma coisa que o King é, é prolixo assumido. Mas gosto da maneira como ele descreve as coisas (jeito que até adaptei para mim, pois também gosto de fazer isso), claro que num romance fica muito melhor, tem mais 'espaço', rsrs.

Bem, bem, vamos as dicas que o autor dá para escrever bem (dicas tiradas do blog Efetividade.net):

Vá direto ao ponto - ou pelo menos chegue logo ao ponto. Não desperdice o tempo do leitor com longas introduções e prolegômenos. Não gagueje.
(Putz, eu fazia tanto isso, antigamente eu achava importante essas 'preliminares literárias', mas tenho aprendido que isso não cansa só meu leitor, como a mim também, rs).

Escreva um rascunho e deixe decantar - depois de escrever o rascunho, guarde por algum tempo, aguarde maturar, e só então revise e prossiga. Isto lhe permitirá ver o texto sob outra perspectiva, diferente daquela sob a qual você o escreveu, e assim facilita aplicar os cortes e edições que você talvez nem perceberia que precisava fazer.
(Outra coisa que também tenho feito com frequência: revisão de textos antigos e de 'novos', mas que deixo 'descansar' para só então ver melhor como está, é uma forma de criar um novo gás para escrever também, caso a inspiração tenha dado uma murchada ao longo da escrita).

Corte seu texto - King fala em cortar 10% do total - foi um conselho que ele recebeu em uma carta de rejeição de um texto seu, no início da carreira, e que seguiu desde então. Remova palavras, frases e capítulos supérfluos.
(Esse corte é puxado pela dica anterior de deixar o texto descansar um pouco. Pegar ele depois de um tempo ajuda muito a ver esses pontos a serem editados - e como aparecem! - e até coisas que poderiam ser escritas de maneira a economizar muito!)

Leia muito - precisa explicar? Para escrever bem, é preciso ler bem. Aumentar sua quilometragem, aprender fatos e estilos novos, saber melhor o que fazer (e o que não fazer). Não é difícil, e vale a pena.
(Voltei a ler bastante, pois minha vontade de escrever voltou com força depois de muito tempo meio 'inativa'. É muito importante para desenvolver o vocabulário também e formas de se expressar (só quem escreve sabe como é frustrante ter a idéia, mas não conseguir expressá-la no papel)).

Escreva muito - o aperfeiçoamento vem com a prática, assim como nos esportes. Escreva, e depois escreva mais, e assim você vai melhorar cada vez mais.
(Escrever e escrever, e depois escrever mais um pouquinho nas linhas que sobrarem é meu passatempo favorito!)

sábado, 6 de junho de 2009

A arte de perder


UMA ARTE
Elizabeth Bishop

A arte de perder não é difícil de dominar.
Tantas coisas contêm em si a prerrogativa
Da perda, que perdê-las não é nenhum desastre.

Perca um pouquinho a cada dia.
Aceite, austero, a perda das chaves da porta, a hora gasta inutilmente.
A arte de perder não é difícil de dominar.

Depois perca além, mais rápido:
Lugares, nomes, situações...tantas coisas.
Nada disso trará um desastre.

Perdi o relógio de mamãe. E veja!

minha ultima, ou antepenultima, de três casas amadas que tive.
A arte de perder não é difícil de dominar.

Perdi duas cidades lindas.
E um império que eu possui, dois rios, e mais um continente.
Sinto falta deles. Mas não foi um desastre.

Mesmo perder você (a voz engraçada, o gesto que eu amo) Não muda nada.
Pois é evidente que a arte de perder não é tão difícil de dominar
por mais que pareça (Escreva!) um desastre.

Nos rascunhos de Bishop para o poema, a conclusão de One Art fica muito
mais explícita, como é possível ler nesse trecho:

All that I write is false, it’s evidentThe art of losing isn’t hard to master.oh no.anything at all anything but one’s love. (Say it: disaster.)

Tradução livre:
Tudo o que escrevi é mentira, é evidente
A arte da perda não é dificil de dominar
oh não qualquer coisa, qualquer coisa exceto o amor de alguém.
--------------------------------------------------------
Extraido do filme "Em Seu Lugar" (In her Shoes) - 2005
- Sobre o que fala o poema?
- Perda..? Amor...!
- Ah!E o que quer dizer isso? Que o amor já esta perdido? Bishop escreve isso como uma possibilidade, uma probabilidade? Como?
- Bem...a principio ela fala sobre perder coisas reais como chaves...depois ela torna-se grandiosa, como perder um continente.E a forma como ela diz, parece não ter importancia. Ela quer que soe
como se não tivesse importancia, porque ela sabe, no fundo, como é ruim o sentimento de perda.
- Perder o quê? Ou quem? Um amante?
- Não. Um amigo.
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