domingo, 5 de setembro de 2010

Oh, I get by with a little help from my friends (ou dos colegas q tem um Dell Inspiron 1545)

E espero que com esse post possa ajudar outros peregrinos, rs.

Esse é um post especifico para quem tem (ou quer ajudar quem tenha) um Dell Inspiron 1545 e formatou a maquina, e a webcam parou de funcionar (ou ela parou simplesmente de funcionar, mesmo sem formatar) e nem percorrendo as mais remotas paginas da Google, nem ligando p assistencia técnica da Dell conseguiu achar o danado do driver da webcam.

Desde que instalei um segundo sistema operacional nele (a versão Ultimate do Windows 7) venho nessa peregrinação tentando achar o driver da webcam que é muitooo boa, mas vira um boné véio sem o driver (q, curiosamente, não estava no cd de drivers que veio junto com o note). Para usar a webcam, tinha que reiniciar na versão Home Basic, que veio instalado na máquina (versãozinha chula...), trampeira só p usar o msn...
Mas eis que hoje eu resolvi vasculhar profundamente o ciberespaço com mais paciencia (ja tinha feito inumeras vezes sem sucesso),  e fiquei tanto tempo para achar, num comentario perdido de um forum da propria Dell, que quando encontrei e fiquei 1h e 1/2 esperando baixar e instalei já pensei "não é esse, não vai dar certo" como ja tinha acontecido com outro (q demorei bem mais  que 2 horas p baixar ¬¬ e era a versão velhaca que não rodou neste modelo), mas era o próprio. Pequenos momentos de alivio e satisfação que nem Mastercard paga :) . Finalmente!

Então, como durante esse tempo quase desacreditada o que mais li dos usuarios deste modelo era que ninguém conseguia encontrar em lugar nenhum o bendito driver da webcam, vou deixar aqui onde encontrei para o caso de alguém esbarar com este blog pelas pesquisas da vida no Google e descobrir enfim a solução p essa dorzinha de cabeça q é a webcam do Dell Inspiron 1545.

Esta aqui:

Link: http://ftp.us.dell.com/monitors/

Depois é só instalar pelo Setup que vem dentro do arquivo zipado e aproveitar.

(Eheheh, consegui...)

Até mais colegas.

domingo, 29 de agosto de 2010

Páginas de um caderninho vermelho

"Eu já não sou o que queria...devo ser o que me tornei." 
(Coco Chanel)

Agora...

Está acabando um monte de coisas... Ou melhor, o ciclo delas esta acabando, de modo que estou numa fase de reciclagem e renovação. Mais do que nunca.

Parece um imenso balanço dos últimos tempos. A faculdade acabou, começo a trabalhar, as portas do mundo estão escancaradas na minha frente e dessa vez não tenho o titulo de aluna para me dar cobertura.

A vida adulta chegou.

E a maior questão que me aparece nem é a que eu achei que seria típica desses tempos: 
 E agora?
Na verdade, a primeira questão é aquela bem mais intima.

O que eu sou?

Eis a pergunta que mais tenho me feito nos últimos tempos. Parece que lá atrás  o ano começou com essa incógnita. Sempre começava um ano novo escrevendo planos, pensando no que ia fazer de novo e de fato tenho coisas em mente, mas tudo parece fazer parte de um segundo plano quando penso nessa questão: o que eu sou? Ou ainda, quem eu sou?

Antes de fazer planos e estipular metas, parece mais do que importante responder a esta pergunta tão intima e que, percebo agora, deixei de lado por tempo demais.
Sem ela parece que não vou conseguir descobrir a resposta das outras.
Mas afinal, o que seria de nós sem sabermos quem somos...meros fantasmas.

Tudo começou com uma tintura de cabelo errada. Bom, digamos que já tinha começado antes, mas de maneira isolada e esporádica, que não me dava um sinal forte de alerta, apenas me incomodava um pouco, mas logo sumia.

Mas dessa vez isso e a perspectiva da mudança do começo do ano me fez ver as coisas límpidas e claramente. Parece que sempre são as coisas mais pequenas que põe enfim as maiores interrogações abaixo.

Quem eu sou afinal? Ou...O que eu sou?

Então começaram a me vir algumas respostas engraçadas...e óbvias...com cheiro de poeira do tipo que eu deixei por um tempinho num canto decantando, esperando para serem relembradas e voltarem a tona.

O que eu sou...

De repente eu me vi aos poucos sendo o que eu não era. Depois eu vi as outras pessoas me vendo assim e dizendo que eu era daquele jeito.

Mas eu era mesmo?

Ou era só a imagem que estava passando para os outros, mas que não era o meu “EU” verdadeiro?

Por um tempo, acho que bem no meio da faculdade para cá, resolvi experimentar algumas coisas, principalmente para mudar meu visual. Muitas delas foram boas escolhas (o novo corte de cabelo, a mudança das roupas ‘masculinizadas’ (influencia do único irmão...) pelas mais femininas...), mas outras eram por um desejo meio (Bobo? Estranho? Leviano?) de me adequar de certa forma, de seguir um estilo que me fizesse ficar longe do patinho feio que eu tinha sido sem ficar totalmente descaracterizada.

Mas de fato eu fiquei descaracterizada...
Tanto que até me atribui características novas que não eram exatamente da minha personalidade, mas do que achava bonito, interessante, ADEQUADO.

Tentei me adequar ao mais feminino primeiro. Boa parte disso deu certo (sem arrependimentos). Depois ao que achavam que ia me deixar melhor (embora eu não soubesse se ia ou não e normalmente tinha a leve impressão que ‘não’), algumas coisas que era suspeito de me deixar confortável (normalmente não deixava).

Depois veio a moda. Normalmente não sou de seguir moda. Mas ai surgiram algumas que casaram com gostos que já tinha antes, como cor do cabelo e de roupas. Ai foi o inicio da perdição.
Foi ai que começou a novela do chocolate.

Primeiro veio a ‘tendência’ da moda capilar: o castanho era a sensação. Mesmo que cabelo escuro nunca tenha sido minha praia, comecei a escurecê-lo cada vez mais, pois cores escuras eram a tendência...

Mas e quanto a mim? O que eu sentia era algo estranho. Como se estivesse levemente incomodada com a facilidade de minha decisão contraria ao que lá no fundo eu sentia que não era o que eu queria.

Mas o que eu queria não fazia parte das ultimas tendências da estação. Era uma tendência só minha e tinha medo de segui-la.


Mas por quê? E se eu não seguisse, a quem eu iria esta incomodando?
A única incomodada no final das contas era eu...

Mesmo que dentro de mim eu saiba o que quero, parece haver uma barreira que impede da minha vontade chegar até a superfície. É como se ela (esse fio d’água que separa as profundezas do mundo lá fora) estivesse por demais congestionado por ruído, detritos, por uma serie de pequenas coisas que me impedem de poder chegar com minhas escolhas intactas até o outro lado. É frustrante.
As minhas escolhas sempre se tornam as ‘escolhas dos outros’ pelo caminho.

O que eu sou afinal?

O que me privou por muito tempo da resposta ou sequer da cogitação disso foi algo que, pensando bem, foi meio bobo e compreensível.

Eu tinha medo. Do quê? Do passado.
Bem, é bobo, pois hoje eu sou forte para ver o que é bom ou não para mim. Tinha aquele medo do passado voltar, mas eu saberia como lidar com ele.

Compreensível, porque é fácil imaginar porque o passado me apavora tanto. Eu nem consigo olhar ele de frente. Foi uma época que tinha um certo medo que voltasse, de tão ruim que foi.

Eu achei que barrando o que eu era no passado, seria alguém melhor. Uma parte disso faz sentido, mas outra só tinha muito medo do que eu fui, de modo que bloqueou o retorno de tudo temporariamente, querendo criar um outro eu, que depois de um tempo começou a me soar falso e descaracterizado.

Isso era eu?

Digamos que fiz uma viagem de alguns anos, no meu interior, fora dele, no meio de todo mundo, como quem anda por um campo de varias flores, garimpando, tocando, provando, escolhendo, descartando, sentindo...

Larguei o estilo bruto que usava para me enveredar por vário estilos, provando o novo, o desconhecido, a moda, o batido, o exótico, para ir vendo de tudo isso, o que melhor se encaixava em mim.
No final, eu me sinto como se tivesse me desmontado, embaralhado, tentado me juntar com peças novas, que se encaixavam de alguma forma, mas não de outra, testando...até  que agora, depois de muitos encaixes e desencaixes me sinto enfim voltando ao rumo certo das peças, como se elas sempre estivessem lá, mas precisassem dessa bagunça, pois se juntaram a peças novas, se reinventaram numa figura antiga renovada perfeita. Ta, talvez não perfeita, mas está ótimo para mim.

Não é que o meu “EU” antigo vá voltar. É isso que tenho que parar de ter medo. Mas o meu “EU” verdadeiro sempre esteve aqui em algum lugar e a verdadeira essência dele estava meio submersa. Renovada, depois de tanta coisa que aprendi, vou saber direcionar ele para o caminho certo. Minha essencia natural precisa voltar à superfície.


quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Antologia de contos Beijos & Sangue



Beijos & Sangue

3ª Antologia independente de contos de romantismo sobrenatural.

Organizada por Jossi Borges e Rebis Kramrisch

Uma antologia com o melhor do conto sobrenatural moderno do Brasil. Novos autores mostram o lado fantástico, sombrio e bizarro do amor: Romances de tirar o fôlego, ao mesmo tempo comoventes e assustadores. Na presente coletânea, quatorze contos apresentam mitos ligados às histórias e lendas urbanas de terror, todos com seu toque misterioso de romantismo. Beronique, Cadu Lima Santos, Celly Monteiro, Georgette Silen, Jossi Borges, M. Blannco, Priscila Mendes, Rebis Kramrisch, T. G. Lira e Yane Faria apresentam contos densos, profundos e que vão mexer com suas emoções.

R$ 32,68
Tema: Literatura Nacional,
Número de páginas: 134
Peso: 224 gramas
Edição: 1(2010)

http://www.clubedeautores.com.br/book/28653--Beijos__Sangue

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Meus contos nesta antologia: Encontro Inusitado e O Adeus, além de outros 12 excelentes contos!!! É pra se deleitar!

sábado, 24 de julho de 2010

Nostalgia

Foi o mundo que diminuiu ou a gente que aumentou? Ou foram nossas percepções que mudaram com o passar dos anos em que crescemos?

Olho para uma casinha onde funciona uma pré-escola. Tudo muito simples, onde crianças estão como as outras crianças, livres, curiosas, pequenas e com uma noção de mundo gigantesca. Logo atrás existe, fechado por um portão de grade, um terreno imenso e vazio, apenas com algumas arvores e arbusto baixo.
Olhando daqui, apesar do tamanho, não é uma floresta desconhecida. Provavelmente se andasse meio metro dele perderia o interesse pelo descampado de mato ralo. Uma bela paisagem para um artista? Talvez, mas ainda precisaria de muito para ser interessante.
Mas pergunte a uma criança o que ela vê neste terreno.Pergunte a criança dentro de você, se ainda a encontrar, o que ela sente ao ver aquele mato pelas grades do portão.
A sensação maravilhosa de nostalgia volta, como um perfume antigo que emerge das páginas de um livro foleado depois de muito tempo e ao tocar o seu nariz lhe provoca um sorriso.

Para a criança aquele é o desconhecido. O gigantesco mundo desconhecido. E que ela esta ao mesmo tempo que assustada, ansiosa para ver. Um mundo que tem hora e permissão para ser visto, degustado e por isso é ainda mais esperado, respeitado.
Olho para o terreno vazio e penso numa mão adulta e indiferente abrindo as grades do portão, mas que são o umbral do reino desconhecido para o pequeno ser ansioso que o atravessa correndo, com o coração aos pulos de certa emoção sem nome. Ao pensar pelos olhos desse pequeno ser, vejo como o terreno se tornou imenso agora, cheio de seiva, enquadrinhado aos poucos em zonas particulares, a arvore que faz sombra, a outra que é boa para subir, o terreno para o pega-pega, ou aquele onde tem flores, no meio ficam os mais afoitos em brincadeiras acaloradas e no fundo...bem, o fundo é o terreno para os corajosos ou para os esconderijos ou para os segredos muito secretos. Por esses olhos pequenos de vida tenra cada ponto que se aproxima do final do terreno é como uma aventura maior, em direção ao verdadeiro desconhecido, de certa forma o lugar para se temer e se ganhar. Teste sua coragem indo até lá, até onde o silencio se avoluma e o som vai ganhando eco junto a brisa soprada na grama que se intensifica. Porque quando se é criança o mundo é tão grande que mesmo um terreno no fundo de uma creche pode ser uma terra de maravilhas e onde conseguimos testar nossos primeiros medos. E vencê-los.

E então ouço uma voz me chamando para aquele mundo que diminuiu, fazendo a magia do momento se romper. Vejo que o terreno esta mais silencioso do que quando o vi da primeira vez, talvez ainda procurando ecos das risadas do passado. Sou surpreendida por uma funcionaria do lugar estranhando minha expressão introspectiva. Era hora de ir, hora de enfrentar os medos que ficaram maiores e inevitaveis, mas cuja força para vencer, eu sabia, começara dali. Sorrio ao pensar nisso, na pequenez inocente construindo imperceptivelmente as bases do futuro do qual nem sonham ainda.

domingo, 27 de junho de 2010

Mais um dia


Mais um dia. Quarta. Quarta era seu dia favorito, não sabia bem porque, talvez porque fosse o meio da semana, entre os dois dias iniciais e os dois finais, entre o primeiro dia do fim de semana e o último. Era quarta e já estava desejando uma dose de vodka limão. E ainda nem era dez da manhã. Precisava se concentrar, mas não conseguia, e seu dia-a-dia estava se tornando levemente estressante e assustadoramente monótono. Não pela repetição das mesmas coisas, mas por uma sucessão de acontecimentos diferentes que culminavam numa coisa só: pressão, estresse e desassossego. Nunca se imaginou alvo do que ela mesma achava impossível em si: Perder o controle. E o sono. A calma, a que todos achavam notável, ainda estava lá, mas aos poucos com a superfície um pouco chamuscada pelo inquietação muda em seu interior. Aquilo iria explodir, sentia isso toda vez que tocavam numa brecha invisível que fazia seu humor bipolar virar. E suas explosões a assustavam, pois ainda não tinha controle sobre elas, sobre o que sentia depois em relação a elas. Queria não estar presente quando os estilhaços voassem. Quem dera ter essa sorte.

sábado, 12 de junho de 2010

Uma breve explanação

         Buscando inspiração para escrever lembrei-me de histórias antigas ou mesmo as novas, envolvendo mortes horrendas e violentas, daquelas que te dão um arrepio e te fazem pensar para onde Deus estava a olhar naquele momento. Ao crime em si nada se sabe de concreto, meras suposições. Recolhesse fatos, provas, evidências, para se montar as peças espalhadas pelo assassino ou pela própria situação, mas não se chega ao que realmente aconteceu, coisas que somente a vitima saberia explicar. Não creio que já tenham inventado algo que pudesse interrogar os mortos.

            Ao assassino vale-se várias famas: monstro, covarde, demônio, entre séries de palavrões de alto ao mais baixo calão. E, é claro, louco.

            Loucura, o caminho mais fácil de se explicar um ato hediondo, se o sujeito é louco ele não é responsabilizado diretamente, não estava consciente do que fazia ou entendia isso de outra forma e assim os manicômios vão se enchendo de psicóticos, os que foram possuídos por um espírito maligno e já não se lembram de nada do que cometeram ou apenas aqueles que aproveitam a “senilidade” para ficar num lugar melhor que a cadeia.

            Mas afinal, de onde vem isso, a raiz de todo esse mal que de repente explode numa cena que, horas depois será o “local do crime”? Alguém que diz “Oh, que horror!” ao ler no jornal ou ver pela TV coisas do gênero já se importou em saber a origem de tanto horror? O que faz despertar na mente idéias tão maquiavélicas e que impulso as leva a concretiza-las?

            Loucura.

            Todo tipo de loucura.

            Estar louco não se resume em falar ou praticar coisas sem sentido ou ficar babando enquanto acha que conversa com pessoas imaginárias.

            É possível se estar insano e não saber, talvez esteja dentro de todos, mas alguns levam mais à sério seus instintos, estão mais na beira do precipício...

            ...basta um empurrão e catapum!

                                   ...acontece...



O que vem antes é o que precisam saber.

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"O adormecer da razão gera monstros" (Goya)

terça-feira, 1 de junho de 2010

Agora séries

Na sina pelo repouso para a recuperação total do dente (ou melhor, da gengiva costurada onde antes havia um dente impertinente :-p ) dessa vez preenchi minhas noite com séries, numa salada mista de gêneros e épocas.


Pessoas desaparecem por todo o mundo todos os anos, misteriosamente. Muito desses mistérios é solucionada com a dura e fria realidade de um acidente ou assassinato. Mas e quando a pessoa simplesmente desaparece, como se numa hora estivesse ai e na outra apenas a sensação de sua presença sem deixar rastro de seu paradeiro? A história de 4400 ronda essa possibilidade insolita e o ainda mais estranho retorno de 4400 pessoas desaparecidas em diversas épocas, situações e lugares do mundo. Mas não apenas isso, pois esse retorno tão inusitado não poderia trazer de volta as pessoas do jeito que elas sumiram. Os que retornaram vieram também com habilidades especiais, que podem ser uma benção ou uma maldição. A linha que divide suas presenças entre um alivio para os que aguardavam o seu retorno e a ameaça para os que não compreendem o que eles são é muito, muito tênue. 


Neptune é uma cidade sem classe média. Berço dos milionarios da California, ou você é um ou seus pais trabalham para um. Assim Veronica Mars descreve sua ensolarada e intrigante cidade, onde o pai foi xerife, mas agora cuida de uma agencia de investigação alternativa como detetive, após ser banido do circulo influente por um erro de julgamento. E ela é sua sagaz aprendiz. Comecei a assistir essa série apenas pela curiosidade do nome, mas acabei me afeiçoando ao jeito sarcastico e inteligente da minha xará, como uma detetive fora-da-lei, sempre ganhando algo por fora (seja experiência, dinheiro, crédito ou o ódio das pessoas) para desvendar todo tipo de mistério.

“Há uma quinta dimensão além daquelas conhecidas pelo Homem. É uma dimensão tão vasta quanto o espaço e tão desprovida de tempo quanto o infinito. É o espaço intermediário entre a luz e a sombra, entre a ciência e a superstição, se encontra entre o abismo dos temores do Homem e o cume dos seus conhecimentos. É a dimensão da fantasia. Uma região Além da Imaginação !”
Essa é a fala clássica que abria os épisodios de Além da Imaginação (ou The Twilight Zone), dita por um homem sinistro que terminava com uma lição ou sentença. O clássico dos anos 50/60 eu não consegui achar, mas sim esse remake dessa que é considerada uma das melhores séries de todos os tempos. Os épisódios são breves e certeiros sobre uma questão ou tema, nos fazendo ter vontade de entrar dentro da trama para mudar o rumo dos fatos, pois sabemos o que seria melhor, ou como mudar o rumo das coisas, talvez possível se estivessemos num espaço além da imaginação. Até hoje continua sendo vivamente uma série de histórias impressionante.


Achei que essa série lembrava muito a coleção de livros A Mediadora de Meg Cabot, sobre uma jovem que consegue se comunicar com os espiritos, tentando ajuda-los a resolver suas pendencias que os prendem ao mundo terreno e alcançar a luz. Mas procurei e fusei e não parece ter relação, pode ter sido uma inspiração de um dos dois lados. Acabei gostando do rumo não tão assombrado e meio dramatico da trama, com uma carismatica  Jennifer Love Hewitt como papel principal da 'mediadora' entre o mundo dos vivos e mortos. Outra coisa legal da série é que ela pode abrir o jogo sobre sua condição de 'portadora de um dom especial' para outras pessoas, incluindo familia, marido, amigos....sem ser encarada como louca. Apesar de só estar no primeiro episodio, parece ter começado bem.

Tipo, na época em que séries não eram tão difundidas assim, Buffy era uma especie de referencia. Na época em que os vampiros não tinham virado essa coisa teen a lá Stephenie Meyer, Buffy caçava os vampiros com uma mini-saia, bota e estaca de madeira na mão. Isso quando não aparecia um bonitão misterioso chamado Angel (que tinha sua própria série até) para ajudar (ou atrapalhar) a moça. Antes de ser a garota que fez acontecer em O Grito (The Grunge, 2004), a ótima adaptação norte-americana do filme japonês Ju-on, Sarah Michelle Gellar ficou famosa interpretando a habilidosa caça vampiros Buffy. Pegue qualquer gibizinho do século passado (nossa, como me sinto velha agora....>-<) e lá estará a heroina dos pescocinhos indefesos em algum anuncio da contra capa. Era um icone. Porém, só assisti poucos episodios de temporadas adiantadas, então resolvi tomar vergonha na cara e começar desde o começo. 


Se é de séries velhas que estava falando, essa veio lá do fundo do baú. Laura Palmer, eis um nome que me remete a infancia, a noites na sala de piso de madeira com a luz azulada da tv e que era territorio apenas para os que se aventuram a ficar acordados nas altas horas da noite para assistir o que passava depois do horário nobre. Séries como Os últimos dias de Laura Palmer, o nome mais esquisito de uma série que ja tinha ouvido e que me dava arrepios. Me lembrava muito, muito pouco dela, mas o nome era vivo ainda, como uma lembrança recorrente. Só voltei a dar com ela quando meu irmão me falou de uma série nova chamada Happy Town. Ao ler a sinopse dizia que ela tinha uma certa inspiração da velha série Twin Peaks, ou aquela que travava do misterioso assassinato de Laura Palmer. Pronto, o nome tinha vindo a superficie novamente e me deu vontade de enfim saber do que se tratava essa que era uma série polêmica na época. De enredo um pouco perturbador e com aqueles detalhezinhos que só se vê nessas séries antigonas (como longas tomadas, closes aparentemente insignificantes, mas que escondem a verdadeira magia do momento, musica forte, de batida envolvente, além do figurino, cenário, falas....... ), o piloto com quase a duração de um filme já me deixou com vontade de saber o que vem a seguir e o que se esconde por trás do dramatico assassinato de Laura Palmer.

Ahhh, agora acho que vou dormir, pois o efeito do analgésico é como o proprio ditado diz: tiro e queda! 

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