terça-feira, 25 de maio de 2010

Desempoeirando





















Depois de soprar o pó, encontrada uma raridade dos tempos em que ainda fazia faculdade de informática e aprendi a usar minha paixão pela arte de uma maneira diferente e moderna. Esse foi um trabalho oficial de Computação grafica, minha materia preferida de informática (e pena, durou muito pouco),  que se lembro bem, adorei fazer (e adoraria fazer novamente, se fosse hoje). Flyer, Folder e Layout de web feito sob pedido de um outro aluno da sala (o 'cliente'). No meu caso tive a sorte de pegar um 'cliente' que disse que eu poderia fazer sobre o que quisesse, então decidi fazer sobre algo que gostava, um encontro para amantes do gênero terror parecido com as convenções de animes que gostava de ir na época (bons tempos em que  eu tinha tempo, rsrs), o resultado foi o ficticio Encontro Gore 2008 em que pude ficar dias e horas fazendo algo que realmente gostava (arte, terror, criação) do jeito que queria. Guardo até hoje esse trabalho com muito carinho, foi uma das melhores coisas que fiz naquele curso.

 

By Beronique

domingo, 16 de maio de 2010

Do domingo

Algumas coisas dos ultimos minutos desse domingo especial:


Me embreagando com o novo album do Creed, Full Cicle (2009), bom demais!!! 12 musicas do bom e velho rock crediano, ahaha!!

01. Overcome
02. Bread of Shame
03. A Thousand Faces
04. Suddenly
05. Rain
06. Away in Silence
07. Fear
08. On My Sleeve
09. Full Circle
10. Time
11. Good Fight
12. The Song You Sing




Seguindo uma biblia das artes (presente amado e perfeito de aniversario *.*), o "501 Grandes Artistas" que me levou para a Escola Austral de Paisagens, nas dinastias do oriente, com paisagens muito inspiradoras de quase mil anos atrás, que nos remetem não apenas a um jogo incrivel de perspectiva e profundidade, mas a uma vista que nos faz ver através de muitos séculos.



E uma pizza portuguesa, com sobremesa de petit gateau e um passeio pelas ruas solitarias e descontruidas da cidade bagunçada do final da noite do fim de semana, uma entrada pelo bosque solitario da cidade, nebuloso, frio e silencioso, com medo dos velhos e mal encarrados guardas por travessuras passadas, rs, e depois...a volta repentina e uma preocupação que ficou e deixa meu pensamento meio longe daqui, mais precisamente num terminal frio de SP, com alguém que vai dormir ao relento para tentar se superar. Boa sorte, nos sonhos espero estar ai!

Boa noite!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Excelencia Bizarra

"Esse filme é uma bosta!". Foi o primeiro comentario que ouvi enquanto os espectadores do filme "Ilha do Medo" deixavam a sala de cinema. Eu dei um risinho pensando....

Esse filme pode ser muitas coisas, até mesmo 'uma bosta', depende do ponto de vista que você aprecie num filme, depende do proposito com que você foi assisti-lo, depende do seu estado de espirito. E se tratando desse filme depende mesmo de muitas coisas.

Gostaria de dizer que ele é um filme bom, mas resumi-lo apenas como 'bom' é muito pouco. O que é um filme que te deixa meio distraido no começo, vai ficando interessante aos pouquinhos, e lá pela metade ja te fez esquecer que estava sentado numa posição meio desconfortavel da fileira, perto do final te faz ficar tão compenetado que você parece ter despertado de um devaneio quando enfim a tela escurece e os creditos finais sobem? É de uma excelência bizarra essa produção do Scorcesse. Não por ser um excelente filme, mas por ter um clima denso, penetrante, uma história tão cheia de reviravoltas que faz você duvidar até de si mesmo. Que me lembram antigos contos de suspense e terror, daqueles que normalmente só encontramos em edições amareladas cheirando a mofo em algum sebo ou biblioteca. Não é nada com muita ação ou propria para chamar a atenção, mas tem uma alma envolvente, movediça. Você se perdia na leitura quando achava que largar o livro era justamente o que ia fazer e quando percebe levanta os olhos meio aturdidos das paginas amareladas com uma sensação de despertar ao chegar na ultima palavra. Shutter Island me deu essa sensação, sensação a muito perdida por uma parte dos espectadores de filmes, que acabam sendo isso mesmo, espectadores, a espera de um espetaculo. Produções densas como essa ficam difíceis de definir, chegar a um concenso sobre seu merito e ainda precisarei assisti-lo uma segunda vez (e quando um filme é realmente digno é quando penso 'preciso assisti-lo uma segunda vez (que poderia ser completado ainda como pensamento não verbalizado: ...só com essa não é possível sentir tudo o que ele tem a oferecer') para poder postar aqui uma analise do filme. Por hora meu desejo era apenas expressar essa sensação pertubadora e fascinante que é muito difícil sentir num filme nos dias de hoje.

quinta-feira, 18 de março de 2010

De repente a mudança

Não mais que de repente, embora pareça um século, é assim que é o tempo, um sopro e uma eternidade.

E me vejo de repente espantada. Já estou aqui, já cheguei aqui, era aqui que queria estar, era enfim isso que queria alcançar, então...e agora? Não que não tenha nada mais para alcançar, mas acho que me esqueci de renovar a lista de pretensões. Essa esta expirando, chegando ao fim, e quando se chega ao fim disso vem sentimentos estranhos e contraditórios como realização e saudade, contentamento e vazio. O fim de um ciclo enfim e ai que me lembro que mal tinha pensado nele e quando penso nisso parece que foi ontem que começou. Fico ainda mais espantada quando percebo que não é o primeiro ciclo que se fechou, mas já não consigo me lembrar com tanta clareza dos anteriores. Estou ficando velha? Nossa, isso é mais engraçado do que imaginei. Surpreendente e assustador ao mesmo tempo. Ficar velha é então começar a ver o que ficou para trás, o que aconteceu de mais memoravel ou mais simples nestes trechos da vida que pareciam uma eternidade para passar, mas que foram tão rapidos, como retratos que vão ficam meio difusos, e cada vez mais difusos? É estranho também. Perceber que cheguei ao final do caminho imaginario que tracei para mim desde o momento em que comecei a pensar nessa estrada desconhecida chamada 'futuro'. Agora vejo brumas e a luz para clarear novamente esse caminho é começar a imaginar e tecer o meu futuro daqui para frente, começar a destrinçar essa incognita cada vez mais iminente de resposta.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A vida é assim

"Pois é, a vida é assim. As coisas que realmente importam não têm respostas fáceis, nem exatas, nem podem ser padronizadas em conselhos do tipo “faça sempre assim” ou “nunca faça isso”. Tomar decisões é uma arte que carece de boa consciência. E a boa consciência não é aquela que sabe, é aquela que ama. Como bem disse Santo Agostinho, “ama, e faze o que quiseres”, o que significa que quando a gente ama não existe certo e errado, certo? Há controvérsias."

(Ed René Kivitz)

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Não posso mais viver sem mim

Sugestão de um amigo que viu que eu ter empatia pelas pessoas é ótimo, mas ter empatia por mim é melhor ainda. Que se descobrir de dentro pra fora e gostar de você mesmo é o inicio de tudo.

Eu Me Amo
Ultraje a Rigor

Há quanto tempo eu vinha me procurando
Quanto tempo faz, já nem lembro mais
Sempre correndo atrás de mim feito um louco
Tentando sair desse meu sufoco
Eu era tudo que eu podia querer
Era tão simples e eu custei pra aprender
Daqui pra frente nova vida eu terei
Sempre a meu lado bem feliz eu serei

Refrão
Eu me amo, eu me amo
Não posso mais viver sem mim

Como foi bom eu ter aparecido
Nessa minha vida já um tanto sofrida
Já não sabia mais o que fazer
Pra eu gostar de mim, me aceitar assim
Eu que queria tanto ter alguém
Agora eu sei sem mim eu não sou ninguém
Longe de mim nada mais faz sentido
Pra toda vida eu quero estar comigo

Refrão

Foi tão difícil pra eu me encontrar
É muito fácil um grande amor acabar, mas
Eu vou lutar por esse amor até o fim
Não vou mais deixar eu fugir de mim
Agora eu tenho uma razão pra viver
Agora eu posso até gostar de você
Completamente eu vou poder me entregar
É bem melhor você sabendo se amar

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Atividade Paranormal

Acabei de assistir (ou saciar minha curiosidade) pelo dito filme mais assustador do ano. Atividade Paranormal (Paranormal Activity, 2009) foi feito com mismeros 11 mil dólares, filmado com uma camera caseira (no estilo Bruxa de Blair) simulando uma filmagem na vida real de um casal que é atormentado por uma entidade maligna dentro de casa. O bafafá sobre o filme foi tanto antes mesmo dele entrar em cartaz, que a bilheteria foi US$110 milhões nos EUA e levou quase 40 mil pessoal as sessões da meia-noite nos cines brasileiros. Boatos (ou papo furado) que o diretor de Poltergeist (que segue temática semelhante de atividades paranormais dentro de casa), Spielberg, teria ficado com muito medo de assistir esse filme, acontecendo, inclusive, coisas estranhas ao terminar o longa. Isso teria influenciado na espectativa em relação ao filme.

Por isso mesmo, acredito que Atividade Paranormal fez esse grande "sucesso" (se bem entendo, sucesso para o mercado cinematografico pipoca e para os cinemas afins é ter um grande publico e não uma grande historia) pela atmosfera que ele ja emanava antes mesmo de ir para as telonas e pela curiosidade do publico em acompanhar uma espécie de 'big brother sobrenatural'.
Acho que já deu para perceber: eu não curti esse filme. Ele é morno, se arrasta demais, os atores não cativam, a historia não deslancha, pouco é aproveitado do que deveria ser o ponto forte do filme. O chamativo "Não assita sozinho" me fez dar um risinho, pois só li esse cartaz após ter assistido ao filme...sozinha. De noite. Brrrrr....Não morri de medo nem nada.
Curiosidade é que ontem estava assistindo ele e de repente acabou a luz (tipicos blecautes de verão). Nem para me botar medo com isso o filme conseguiu. Acendi uma vela, fui pra cozinha com todo mundo já dormindo (ou seja, eu aparentemente sozinha) e fui assaltar a geladeira. Ehehe...
Mas voltando...Vamos ao filme.

Temos um casal, Katie e Micah, que parecem usar seus nomes verdadeiros para dar mais realismo a produção, não sei. Eles moram numa casa muuuito chique (cara, parece um anuncio de imobiliaria classe alta estilo 'sonho de consumo de qualquer um', adimito que em algumas partes eu me interessava mais em olhar para aqueles comodos e mobilia tão impecaveis que pareciam surreais do que na historia em si, ehehe, babei, rs), mas que esta sofrendo com as tais 'atividades paranormais'. Micah, o namorado espertinho (e interesseiro), resolve comprar uma camera e filmar tudo o que puder para ver se capta algo de interessante. Katie não acha a idéia boa, mas sem ela como poderiamos ver essa tranqueira? Rsrsrs...
Bem, dos personagens: a Katie é uma chata. Uma voz enjoada, meio chorosa, irritante. A performance dela é parecida, além do que ela diz parecer não fazer diferença para o namorado. Fisicamente ela me parece uma pessoa normal (não tem aquele jeito de modelo que as atrizes normalmente têm), mas acho que é para contribuir com o realismo. No mais....O Micah...o que posso dizer desse babaca? É óbvio que ele não faz as coisas para ajudar a namorada, mas sim por uma especie de desejo irresistivel de conseguir alguma coisa com as filmagens que faz, uma evidencia de atividades sombrias acontecendo, e quanto mais acontecem, mais ele atiça para que continuem, ignorando o medo da namorada e a advertencia de que aquilo faria as coisas ficarem piores. Que cretino.
A convivencia dos dois só pode ser entendida em um país absurdo como os Estados Unidos mesmo. Por que eles não saem de casa? Criaram uma profissão em que ambos ficam em casa o dia todo (ela estudante, ele compõe em casa (?? que merda é essa??) com aquela guitarrinha que mais parece um adolescente de 15 anos tocando pra matar o tempo...) para poderem ficar jogando conversa fora e filmando bastante inutilidades...

O que eu acho: filmes com temática sobrenatural não precisam ser assustadores do começo ao fim, mas precisam que lhes seja injetado doses de tensão/acontecimentos relevantes/assutadores de tempos em tempos para que não fique maçante. E filmes que usam o recurso do 'metodo caseiro' de filmagem é pior ainda, pois como é necessario estar sempre filmando um determinado ambiente, com determinada pessoa, de maneira quase fixa, e com dialogos também caseiros, do dia-a-dia. OU SEJA, muita coisa, e muita coisa inutil para uma produção de uma hora e 40. Aja saco para aguentar dialogos incessantes, com uma voz irritante como dessa Katie. A coisa não acontece, embora eu compreenda que se trata de um 'pseudo-documentario' supostamente filmado da realidade, isso poderia ter ficado muito, muitooooo melhor.

Assisti mais de uma hora de filme sem perceber e ainda não tinha contecido nada digno de se chamar assustador. Na vedade o que me assutou mesmo foi ver que faltava 25 minutos para acabar o filme e ainda estavamos naquela lenga-lenga. Eu pensei "Como assim, cadê, não vai acontecer nada?!"
De fato, o filme dá uma deslanchada no final (péssima idéia, para os mais impacientes o filme já não teria mais sentido antes de chegar nessas partes finais tensas e seria deixado de lado pela metade), algumas coisas interessantes acontecem com as idéias de Micah (tudo para 'ajudar Katie', aham, a Katie pode ser abdusida pelo demonio que a camera que é bom ele não larga né? rs), como usar o tabuleiro Ouija (que a namorada veementemente proibiu ele de usar, como se ele estivesse se importando com a prudencia dela) que num subito rompante da garota eles deixam sozinho na sala após sairem, com a camera filmando horas de possiveis atividades (que conveniente, porém proporcionou uma cena inusitada), com a seta se mexendo e depois pegando fogo (o fogo me assutou, pois não era previsivel como a seta se mexendo (lógico que ela ia se mexer com a camera ali dando sopa, rara) e me deu alguns poucos segundos de confusão achando que ia pegar fogo na casa (o que seria legal, pois eles teriam que sair daquele confinamento irritante e inexplicavel, mas não dei tanta sorte assim...), ou quando o namorado põe farinha no corredor da casa para ver se apareceriam pegadas, o que de fato acontece, e a melhor cena de todas, com uma sombra aparecendo na porta (porque sera que eles tinham que dormir sempre com a porta aberta?) e depois algo invisivel arrastando Katie da cama pelo pé e depois pelo quarto, que aos berros alucinados na semi escuridão pede ajuda ao namorado enquanto a camera grava tudo. Muito legal, ficou ótima, a única digna de se dizer realmente assutadora.

O enredo é dotado de coisas soltas, levemente interessantes, porém consolidadas com uma massa de inutilidades e chatices do casal, o que matou a pau o tal "você não vai conseguir assistir sozinho, você vai morrer de medo assistindo, blablabla...", eu morri, mas foi de tédio por um bom tempo. Quem consegue morrer de medo com essa trama arrastada que deixa o melhor (que nem é tãooo bom assim) só para o final?
Com situações meio sem sentido como a longa explicação do especialista em fantasmas, para depois não se descobrir nada sobre o fantasma ou seja lá o que for. Com o video sobre exorcismo (brrr....bizarro, mas entra nas coisas interessantes também, não é todo dia que vemos que uma possessão pode fazer uma pessoa literalmente 'se comer', isso não aparece nos filmes que eu ja vi, ehehe), sem saber para que serve (o demonio quer possuir a menina? ele de fato a possui, por isso ela faz o que faz?)??
O final é meio inesperado, e mais inexplicavel do que imaginei. Não chega a ser ruim, ele cumpre o prometido com uma filmagem caseira que não procura dar explicações mesmo e pega apenas o que é possível captar no momento, mesmo que ação esteja acontecendo em outro lugar e possamos apenas acompanhar atraves de sons (mais exatamente por gritos, e para gritar a Katie é boa, não, é sério, os gritos delas são bons gritos para um filme de terror), e acaba subitamente porque o objeto da ação (o casal que filmava) não existe mais.
Mesmo sendo uma produção caseira, poderia ter sido melhor construida, aproveitando mais o ambiente, não só interno (ficou parecendo mesmo um big brother com os dois sempre lá dentro, as vezes com um ar de tédio, sem fazer nada, como se não tivessem permissão para sair) como a parte de fora da casa. As atividades noturnas não foram grandes coisas na maior parte das vezes e ficou tudo muito inexplicavel. Foi como tirar uma fita da caixa e botar pra rodar no cinema só porque tinham algumas coisas paranormais no meio (uma aqui, outra dali a meia hora, outra no final da filmagem...). Fraco. Fraco pelo filme + a propaganda toda em cima dele que gerou uma expectativa enganosa. Assistam se estiverem curiosos, mas se preparem para conter a vontade de avançar algumas cenas desnecessarias ou tirar o som quando a voz da Katie começar a dar nos nervos. Não é um filme ruim, mas esta a milhares de anos luz de ser o tal melhor filme de terror do ano. No way! Para quem gosta do gênero não fez muitas cócegas.

video

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