quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Desfavorita TV


Só agora voltei a ter inspiração (se é que se pode chamar esse tênue filete de inspiração) para escrever. Na verdade isso eu escrevi há quase uma semana, mas como tinham cortado a net, ficou só no doc, agora vai. A pedido da minha mãe, tive que ficar assistindo o último capitulo da novela das oito “A Favorita”, na ultima sexta, para lhe contar depois o que aconteceu, já que ela não podia ficar acordada para assistir. Depois disso pretendia assistir um filme de terror (Plataforma do medo), mas como os insuportáveis vizinhos estão fazendo um churrasco com forró no ultimo volume, acho que não teria clima (uma vez que a baderna que eles fazem é quase como se fosse dentro da minha casa.........).


De A Favorita devo dizer que me segurei em vários momentos para não rir e da mesma forma para não vomitar. A única coisa que me impressionou foi na queda da qualidade de um dos horários que era o mais rentável da Globo. Novela após novela só vejo a coisa ficar pior, a audiência cair. Quem sabe agora com Caminho das Índias, a coisa mude, já que fazer uma novela daquele país é uma coisa realmente promissora (mas prometo não usar a produção no meu TCC sobre a Índia, rsrsrs). Mas será que a Globo embarcou na onda ‘emergente’ com novelas dos países em ascensão com Negócio da China no horário das 6 e agora a Índia, só ta faltando a Rússia pra completar o bloco dos BRIC! Bem, mas voltando ao fiasco A Favorita, sim, para os noveleiros de plantão ela pode ter sido uma boa novela, mas para mim que parei de assistir novela a um tempão e quando o faço não consigo deixar de reparar na ficção dela, poucas me impressionando atualmente. Não cheguei a assistir muito desta, apenas relances aqui e ali, e pelo final não perdi mta coisa. Um final melodramático (como deve ter sido a novela toda), com personagens forçados em seus papeis, alguns irritantes ao extremo, como as opostas mocinha Donatela (Claudia Raia) e vilã Flora (Patrícia Pillar). Deus, quem em seu juízo perfeito (ta bom, falar assim eu também estaria incluindo minha mãe, mas.....sorry mommy....) conseguia agüentar aquela chorosa Donatela com seu sotaque roceiro forçado, sempre com seu “peloamordedeus...blablabla.....” e uma malvadona Flora sempre com sua arma na mão dando uma de ‘eu sou má até a raiz do cabelo e posso tudo porque tenho uma arma e vou atirar em você!’, com aquele discurso diabólico de mau caráter violenta, tentando parecer mesmo uma bandida da pior espécie soltando coisas “chocantes” como “Depois vou matar ele com um tiro na cabeça” ou “você é uma frouxa porque não quis matar sua mãe”, mas que no fim só davam vontade de revirar os olhos, tamanha a péssima atuação, sim Patrícia, você já fez coisa muito melhor e sinceramente o papel de vilã (pelo menos esse tipo de vilã) não lhe cai bem. O final arrastado só serviu pra segurar as pessoas na cadeira em frente à TV, pois foi previsível, afinal, como o Zé Bobo (que nome ridículo, rsrsrsrssrs) mesmo disse ‘se ela quisesse matar alguém teria feito isso de uma vez’ e se fosse uma pessoa tão profissional assim não teria esperado o sangue subir pra começar a atirar e ser alvejada no final por uma universitária bonequinha. Aiai....me deu bocejos....


O resto do final foi de enrolações igualmente previsíveis da classe médias/altas do elenco. Teve até a aparição de um pobre (e velho) cachorro na casa do casalzinho protagonista feliz que deu até pena, pobrezinho, ou era castrado ou deram calmante pro bichinho de tão apático e imóvel que ele era, aiaiai......
Mas as menininhas da roça cantando no final até que foi bonitinho (com voz imensamente melhores que as das menininhas que apareceram cantando no mesmo capitulo) puxando finalmente o final dessa novela que não posso chamar de péssima porque não assisti direito, mas acredito não ter passado do mediano. E que venha as Índias para trazer um ar novo para o horário nobre.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Sunddenly I See


De Repente Eu Vejo
KT Tunstall


O rosto dela é um mapa do mundo
É um mapa do mundo
Você pode ver, ela é uma garota linda
Ela é uma garota linda
E tudo ao seu redor é um poço prata de luz
As pessoas que a cercam sentem o benefício disso
Te faz calmo
Ela mantém você na palma da mão

(Refrão)
De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

Eu sinto como se tivesse atravessando o mundo
Como se tivesse atravessando o mundo
Você pode ouvir ela é uma linda garota
Ela é uma linda garota
Ela preenche cada esquina, como se fosse nascida em preto e branco
Faz você ficar atento quando você está tentando lembrar
O que você ouviu?
Ela gosta de deixar você pensando em uma palavra

(Refrão)
De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo
Porque diabos isso significa tanto para mim?
(2x)

E ela é a mais alta
E ela está olhando para mim
Eu posso ver seus olhos olhando da página na revista
Ela me faz perceber como que eu podia ser uma torre

Uma grande e forte torre
Ela tem a força para ser
A força para ceder
A força para ver
(4x)

(Refrão)
De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser
De repente eu vejo
Porque diabos isso significa tanto para mim? (2x)

De repente eu vejo
Isso é o que eu quero ser...


Link para a música


Message to Obama


Message to Obama, upload feito originalmente por d.rex.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

domingo, 28 de dezembro de 2008

Os fantasmas nos espelhos


“Há um conto sobre o fantasma que assombra este hotel sombrio, perdido para sempre, incapaz de encontrar a saída. Noite após noite, ele experimenta cada porta no corredor sem fim, mas nenhuma se abre para ele.

Assisti dois filmes e encontrei uma resenha que fizera de um jogo oriental essa semana. Todos me remeteram novamente ao assunto ‘lendas urbanas’ e o modo como elas podem ser fascinantes e assustadoras.
O primeiro foi o recente Mirrors (Espelhos do Medo), refilmagem de um filme coreano e o segundo o também recente O Orfanato (El Orfanato). Os dois me fizeram lembrar também duas edições da revista em quadrinhos Spawn, que costumava colecionar (antes do preço ir pras alturas e a qualidade lá pra baixo), o primeiro numa pequena série de edições chamada “A Ponte” (# 114/115), ambientada no Japão, contando sobre uma lenda oriental antiga que se entrelaçava com uma lenda urbana atual, sobre um hotel assombrado. O Segundo com outra série chamada “Sete fantasmas e meio” (#130/131), sobre uma casa que abrigava fantasmas de várias épocas, e um que ainda não tinha atravessado o limitar total da morte, mas também não estava vivo. Lendas urbanas me fascinam pois são aquelas coisas contadas que você diz “Meu, eu não acredito nisso, é só história!”, mas no fundo você sente um arrepio e de verdade, prefere não entrar naquela casa estranha e abandonada ou fazer uma brincadeira que possa supostamente culminar numa coisa ruim, mesmo que diga que não acredita em nada disso. Esse sentimento de precaução, de medo contido é o que faz as lendas ganharem força e irem passando de um para o outro pelos tempos.


Vou falar primeiro do Mirrors, que me lembra muito isso. Não apenas pelo decorrer da historias, mas principalmente pelo seu final, clássico para lendas urbanas. E que se parece com o A Ponte, em que o protagonista, tentando confrontar o seu medo e solucionar as coisas, acaba perdido, como um fantasma, para sempre aprisionado dentro do espelho, ou do corredor sem fim, cujas portas não se abrem. Lembro que quando vi só um pedacinho do começo do filme (que conta com o ator consagrado por seu Jack Bauer, 24 horas, na verdade, ai ele parece uma versão aposentada do Bauer, rsrs), não achei grandes coisas, parecia um daqueles de terror sobrenatural, com mortes seqüenciais e violentas. Mas foi um engano passageiro. Depois que vi o resto achei a história muito interessante, com cenas fortes, e um ambiente promissor para contos de fantasmas (claro que o oriental deve ser muito melhor, como sempre, mas como ainda não o vi), me lembrando em alguns aspectos o meu favorito Silent Hill. E em alguns também me lembravam as perseguições de 24 horas, digamos que uma versão ‘supernatural’ rsrsrsrs, e até cheguei a pensar com graça, perto do final, em que o protagonista sai do prédio assombrado com aqueles ferimentos manjados que “O cara é o Jack Bauer, ele sobrevive até a bomba atômica, claro que ele ia resolver tudo e se safar no final”, mas ai eu comecei a perceber que ninguém dava bola pra ele, mas continuei pensando “Putz, o cara é tão fodão que nem precisa da ajuda de ninguém, sai na raça de um confronto com um demônio furioso!”, mas ai ele também percebeu que ninguém tava dando bola pra ele. E começa a reparar que ninguém enxergava ele e que tudo o que ele via era ao contrário....como se estivesse num espelho. E desesperado ele vaga pela cidade, percebendo que se tornou uma mera sombra no mundo invertido que existe do outro lado do espelho....Bem, sorry Kiefer Sutherland, mas num conto de fantasmas cujo tema são lendas urbanas, o final normalmente não é bom pra quem protagoniza, e essa não foi sua vez se dar bem.


“Os fantasmas estão sempre famintos” R. D. Jameson




Misterios Noturnos




Você esta dormindo. Possivelmente tendo um pesadelo ou sonho muito estranho. Algo te persegue ou você esta angustiada (o). De repente acorda, mas percebe que o sonho parece não ter ido embora, você ainda sente a presença do perseguidor perto de você, e a sensação ruim continua presente. E pior, você não consegue se mover, nem um músculo, um pouco os olhos, mas tem medo de olhar para os lados, pois a presença esta próxima, uma forma humanóide, negra como uma sombra, opressiva, que parece fazer uma pressão insuportável sobre você, como se estivesse te agarrando por trás, os braços escuros, fortes, esmagadores, a pressão é tanta que parece que você vai sufocar, sente com um arrepio quando percebe que não consegue respirar...O coração aos pulos, você só pede praquilo ir embora logo e..... Enfim, desperta.




Não, isso não é um trecho que um livro de terror. É real, acontece comigo, minha mãe, e com muitos desafortunados noturnos e pode acontecer com você também. Isso se chama Paralisia no Sono, vulgarmente (e miticamente) chamado por supersticiosos como “Ataque de Incubo”. Não é freqüente, na verdade, parece que quando acontece, é tão ruim, que você tem a sensação que um já foi suficiente pra toda a vida. Esses ataques costumam acontecer duas ou três vezes durante a vida de uma pessoa mesmo. Mas há aqueles mais propensos a perturbações noturnas e eu devo ser uma delas, pois já tive umas 3 ou 4 experiências de paralisia no sono nos meus 21 aninhos.


A paralisia no sono ainda é um ramo novo no estudo sobre o sono e não há nada muito certo sobre como acontece esse fenômeno tão assustador. Na crendice popular, que vem desde a Idade Média, incubos são demônios masculinos que perturbam mulheres de noite a fim de ter relações sexuais com elas, como na Idade Média o sexo ainda era tabu (ainda mais fora do casamento ou antes dele) ai tudo era culpa do incubo que agarrou ou violou fulana durante o sono, aham. Mas falando sério, se é um ser mitico ou apenas a figuração de um estagio desconhecido de perturbação no sono, não deixa de ser assustador o que ele faz. Segundo um livrinho ótimo sobre sonhos (Fique por dentro dos Sonhos, meu livro de cabeceira sobre o assunto) :


"O sono envolve vários niveis de consciência. Ás vezes esses estágios se sobrepõem e as pessoas podem pensar que estão despertas, quanto na verdade estão dormindo. Recentemente foi sugerido que este ESTADO DE CONFUSÃO pode ser a fonte de muitos fenômenos paranormais, como ver fantasmas ou extra terrestres ao pé da cama. O incubo é um desses fenômenos que podem estar associados a perturbações no sono.

Sobre paralisia no sono:

Pesquisas conteporaneas reconhecem hoje que algumas experiências de sono paranormal são, na verdade, um estado psicológico conhecido como paralisia do sono. Um aspecto normal do sono REM (estagio do sono em que sonhamos) é que o corpo fica imobilizado, para que a pessoa não possa agir nos sonhos. Durante a paralisia do sono, o corpo está paralisado e o cérebro, produzindo imagens de sonhos. As pessoas vêem, ouvem e sentem coisas, mas não conseguem se mover, e sentem-se despertas. Umas sensação de terror com freqüência acompanha esse estado. A paralisia geralmente passa depois de alguns minutos ou segundos.

Ouvi pela primeira vez sobre um acontecimento desse pela minha mãe. Na casa em que moramos hoje, o quarto dela é o mais estranho, talvez o ambiente não influencie, mas sinceramente não gosto de dormir lá (quando tenho que fazer isso). Uma vez quando era moleca ela me relatou a estranha sensação que teve sobre uma ‘coisa’ indefinida que pulava em sua cama de noite, num estagio de sono em que ela não sabia bem se estava desperta ou dormindo. Essa coisa ‘negra’ como uma sombra, e que parecia vezes uma criança, vezes um homem, ainda fazia pressão sobre o seu abdomem, como se fossem braços apertados querendo esmaga-la. Ao despertar, ou sentir que aquilo tinha ido embora não conseguia mais dormir. Fiquei mesmo assustada, achando que o quarto dela estava assombrado. Na época passávamos por situações difíceis e estressantes, então talvez também influenciasse pro clima naquele lugar ficar ruim. E influencia. Para se ter um bom sono, é muito importante não estar sob estrees, efeito de remédios, álcool, ou ter um sono irregular, ou dormir de barriga pra cima. É sério, esses fatores podem influenciar muito, não só em pesadelos, como na insônia e em perturbações mais ostensivas, como a paralisia.

Não lembro quando foi a primeira vez que experimentei a minha, mas foi assustador, achei que fosse morrer, ao despertar e sentir que algo não estava certo, ao meu redor o sonho ainda parecia estar ali e não consegui me mexer. O interruptor estava a poucos centímetros da cama, mas era impossível movimentar minha mão até ele e isso me desesperava, pois sentia uma presença (essa presença ‘negra’, como uma sombra) próxima a mim (bem nas minhas costas), e seus braços fortes e invisíveis me agarrando, me sufocando, parecia que o ar estava fugindo dos meus pulmões e fiquei com medo de ser esmagada. Ai para. Dura pouco mais de um minuto, até menos. A primeira coisa que você sente é que a pressão foi embora, e você consegue respirar de novo. Depois procura imediatamente o interruptor e acende a luz. É difícil ter coragem de olhar para os lados, apesar da luz acessa, parece que há algo ali ainda....E o sono não vem mais, pois a ultima coisa que você quer é dormir e acontecer de novo....

Da segunda vez que tive foi no temido quarto da minha mãe. Não é raro eu dormir lá e não ter pesadelos. Mas um deles foi despertado com paralisia, e eu estava sozinha naquela cama imensa...E o mais engraçado, a presença começou amigável, no sonho era um tipo de amigo misterioso...senti a coisa ‘negra’ próxima, deitada do meu lado. Sabe quando você já recebeu ajuda, agradece e...tchau. Mas a pessoa insiste? Parece que quer mais de você, não quer apenas um agradecimento, quer algo maior....Foi essa a sensação que tinha, não lembro se no sonho a situação era essa, mas senti que ao despertar estava agradecida a essa pessoa, mas não precisava mais dela, só que ela não me deixava. Ai a sensação amigável foi mudando, primeiro eu despertei tranqüila, achando que a pessoa ia embora, ai ao perceber que eu não lhe dera a atenção devida, ela  se sentiu traida e foi ficando mais hostil, senti se aproximar, e ficar....apertado, senti os braços invisíveis me agarrando, me apertando, como se me culpasse por eu ter sido tão “ingrata”. Eu até gemi apavorada, esperando que minha mãe escutasse da cozinha, onde ela estava, pois parecia tão real, que era como se essa pessoa realmente estivesse ali e não fosse um sonho. Foi um abraço esmagador, eu quase sufoquei, por mais descrente que eu seja em relação a fé, dessa vez devo admitir que rezei, não sei o que, mas rezei pra essa coisa sair de mim. Ai parou, como sempre. Foi tão assustador, que não tive forças pra levantar e acender a luz de imediato...Se eu contasse esses fenômenos pras minhas amigas religiosas, acho que elas iam botar a culpa nos meus gostos (bruxas, livros e filmes de terror, etc....), rsrs, mas talvez seja projeções fortes do cérebro, pois tenho uma mente muito fértil. Mas não posso dizer que seja só isso. Talvez...


Uma outra vez que aconteceu eu dormia num quartinho atrás da garagem, era um tipo de cafofo que eu tinha (mas já fui despejada dele, sniff...), com uma tv, sofá, mesinha...levei até o pc pra lá, era muito gostoso. No final do semestre passado da faculdade passei a dormir lá pra já pegar no tranco dos estudos logo cedo sem perturbações. Mas um acontecimento pos fim as minhas sonecas no sofá daquele cômodo. A presença ‘negra’ foi até la me encher o saco também. E pior. Saiu de um pesadelo em que eu estava sendo perseguida por algo (as coisas ruins que te perseguem em sonhos são sempre figuras negras, indefinidas, você só sabe que são más), acordei com aquela sensação de angustia que você sente quando esta fugindo de algo, mas que ainda continuava, como se o sonho saísse para a realidade. Mas eu não conseguia me mover de novo e estava longe de qualquer ajuda. E a presença negra estava ali com seus braços invisíveis, mas como disse, dessa vez foi pior em tudo. Eu senti os braços, mas senti que eram apenas OS BRAÇOS, não havia corpo, era como se eles tivessem saído de uma outra dimensão e estivessem me agarrando pra eu voltar com eles de onde quer que eles tivessem vindo, me seguravam pelo abdomem e eu senti os dedos subindo do meu busto para a minha garganta, apertando, me sufocando. Mas eu não me permiti apavorar. Pois é isso que se alimenta o medo, ou essa coisa negra. Aprendi com esses ataques que se você simplesmente relaxar isso vai embora. Não demonstre medo ou pânico, apenas relaxe sabendo que vai parar dali há alguns segundos, por mais difícil e assustador que seja. E para mesmo.

Na verdade a idéia de escrever sobre esse assunto veio quando, algumas semanas atrás minha mãe me relatou mais um caso de paralisia do sono, em que ela sentiu a 'presença negra' de novo, engraçado, porque eu sempre usei esse termo, mas nunca disse para ela, e foi exatamente o que ela usou, a coisa 'negra como uma sombra'. Disse que as vezes em que se parecia com uma presença infantil, ela pulava na sua cama, como se fosse um trampolim, e ela sentia nitidamente o colchão se movendo pra cima e para baixo, como se fosse real. Novamente momentos de estress grande e sono perturbado. Tentem lhe dar aquelas explicações cientificas, mas ela (como boa baiana surpersticiosa) conseguiu me fazer voltar para as velhas histórias de incubo. É mesmo estranho...E enquanto procurava mais informação sobre o assunto, descobri, com um pouco de surpresa, que em várias partes do mundo a definição para a paralisia no sono é sempre muito semelhante: a de peso sobre o corpo (tirei da Wiki alguns exemplos):

Na cultura Hmong (China), paralisia do sono descreve uma experiência chamada "dab tsog" ou "demônio apertador" da frase composta "dab" (demônio) e "tsog" (apertar, esmagar). Freqüentemente, a vítima afirma enxergar uma figura pequena, não maior que uma criança, sentando em sua cabeça ou peito.
Outra definição chinesa para paralisia do sono é conhecida como "鬼压身" (
pinyin: guǐ yā shēn) ou "鬼压床" (pinyin: guǐ yā chuáng), o que pode ser traduzido literalmente como "corpo pressionado por um fantasma" ou "cama pressionada por um fantasma".
Na cultura vietnamita, a paralisia do sono é conhecida como "ma de", que significa "segurado por um fantasma". Muitas pessoas nesta cultura acreditam que fantasmas entram no corpo das pessoas causando a paralisia.
Na cultura japonesa, a paralisia do sono é conhecida como kanashibari (
金縛り, que significa literalmente "atado ao metal".
Na cultura popular húngara a paralisia do sono é chamada "lidércnyomás" ("lidérc pressionante") e pode ser atribuída à um número de entidades sobrenaturais como "lidérc" (aparições), "boszorkány" (bruxas), "tündér" (fadas) ou "ördögszerető".


De tudo o que pode ser explicado cientificamente, essa parte do peso é a que não acho explicação e que provalmente leva o mérito mitico para episódio noturno assustador.





“O sol se põe. Eu sinto a luz me trair.” – Papercut Linkin Park
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